A Marfrig Global Foods (MRFG3) informou que seu grupo controlador elevou a participação acionária para 75,33% do capital total da companhia. Os controladores - MMS Participações, Marcos Antônio Molina dos Santos e Marcia Aparecida Pascoal Marçal dos Santos - passaram a deter 646.294.180 ações ordinárias da gigante de carnes.
O movimento representa uma consolidação significativa do controle da empresa, que já estava nas mãos do mesmo grupo familiar, e surge em um momento estratégico após a incorporação das ações da BRF anunciada em maio, operação que formará a MBRF Global Foods Company S.A. e promete gerar R$ 485 milhões anuais em sinergias. A decisão de aumentar a participação pode estar relacionada à preparação para a nova estrutura corporativa que emergirá da fusão das duas gigantes do setor alimentício.
A Marfrig é uma das maiores processadoras de carne do mundo, com operações no Brasil, Argentina, Chile e Uruguai, além de forte presença no mercado norte-americano. A empresa vem demonstrando solidez operacional, tendo registrado crescimento de 40,3% no lucro líquido do primeiro trimestre e oitavo trimestre consecutivo de redução da alavancagem financeira, resultados que antecederam este movimento de consolidação acionária.
Segundo o comunicado oficial, a aquisição visa exclusivamente aumentar a participação dos controladores na empresa, sem alterar a atual composição de controle ou a estrutura administrativa da companhia. O timing do movimento coincide com a aprovação da CVM para continuidade da assembleia de incorporação da BRF, que teve adiamento de 21 dias em junho, mas não encontrou impedimentos regulatórios significativos para prosseguir.
Para os acionistas minoritários da MRFG3, o movimento consolida ainda mais o poder decisório nas mãos do grupo controlador, reduzindo potencialmente a liquidez dos papéis no mercado. Vale notar que a empresa recentemente alterou seu formador de mercado para o Safra, movimento que pode ter sido preparatório para facilitar a negociação das ações durante este período de mudanças corporativas significativas. Investidores devem acompanhar os próximos resultados trimestrais da companhia para avaliar o desempenho operacional do negócio.







