A SLC Agrícola (SLCE3) registrou retorno sobre investimento (ROI) de R$ 11 para cada R$ 1 aplicado em tecnologias de agricultura digital, alcançando ganho líquido de R$ 90 milhões na safra 2024/25. A companhia utiliza drones, inteligência artificial e aplicação localizada de defensivos para otimizar a produção agrícola.

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O desempenho das tecnologias digitais apresentou evolução consistente nos últimos anos, saltando de R$ 2 milhões em ganhos líquidos na safra 2018/19 para R$ 90 milhões em 2024/25. Este resultado extraordinário materializa os investimentos de R$ 12,6 milhões em agricultura digital anunciados em 2024, que faziam parte de um programa mais amplo de R$ 256,2 milhões destinados a iniciativas ESG e modernização tecnológica. A empresa emprega sistemas de detecção automatizada de pragas, ervas daninhas e diagnóstico de plantas através de câmeras instaladas em drones e robôs.

Em parceria com a startup Moray, a SLC testou tecnologias que resultaram em redução de 74% na pulverização de herbicidas em 20.674 hectares imageados na safra 2024/25. Das áreas monitoradas, apenas 15.380 hectares necessitaram aplicação de defensivos, economizando tratamento em 5.294 hectares. Esta eficiência operacional complementa diretamente a estratégia de expansão de 231% em área irrigada anunciada em dezembro, que visa mitigar riscos climáticos e maximizar a produtividade através de tecnologia avançada.

A companhia está implementando o drone elétrico Pelican Spray, equipamento com capacidade de 300 litros, autonomia de 35 minutos de voo e operação noturna. O equipamento permite aplicação localizada de defensivos biológicos com custo operacional similar ao avião agrícola tradicional. Esta modernização tecnológica representa o resultado direto da estratégia de investimentos de R$ 1,034 bilhão iniciada no primeiro trimestre de 2025, quando a empresa destinou recursos não apenas para aquisição de terras mas também para modernização operacional e implementação de tecnologias avançadas.

Os testes massificados com a plataforma Radar da Moray foram iniciados em maio de 2025, representando a nova geração do Manejo Integrado de Pragas (MIP). O sistema utiliza mais de 65 mil combinações de variáveis para otimizar decisões de aplicação de defensivos, considerando fatores como condições climáticas, disponibilidade de maquinário e efetividade econômica.

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