A Hapvida (HAPV3) aprovou a construção de um hospital de R$ 112 milhões em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, através de um contrato de built to suit com partes relacionadas. O investimento prevê terreno e obra para ampliar a capacidade de atendimento médico-hospitalar da companhia na região Centro-Oeste.

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A operação envolve a subsidiária Hapvida Assistência Médica (HAM) como locatária e a Canadá Administradora de Bens Imóveis, empresa ligada ao grupo controlador PPAR, como locadora. O aluguel mensal será de 9% ao ano sobre o investimento, com reajustes pelo IPCA, mesmo critério usado em contratos similares com terceiros.

O contrato tem prazo de 240 meses (20 anos) renovável por igual período, com garantia da Notre Dame Intermédica Saúde (NDI Saúde), outra subsidiária da Hapvida. A assinatura deve ocorrer até agosto de 2025, sinalizando cronograma acelerado para início das obras.

Para garantir transparência na transação com partes relacionadas, a Hapvida seguiu processo de concorrência para determinação do melhor negócio, escolhendo a proposta de menor valor. O Comitê de Auditoria recomendou a aprovação por unanimidade, assim como o Conselho de Administração, que votou sem participação das partes relacionadas.

A operação reforça a estratégia de expansão da rede própria iniciada pela companhia, que nos resultados do primeiro trimestre de 2025 mantinha 78,2% das diárias de internação em rede própria, demonstrando o compromisso com a verticalização para reduzir custos operacionais. O investimento de R$ 112 milhões representa uma expansão significativa da infraestrutura assistencial, que somava 815 unidades ao final do primeiro trimestre, evidenciando a aceleração dos planos de crescimento orgânico da empresa.

O timing da aprovação ocorre em um momento de consolidação corporativa da Hapvida, que recentemente concluiu o processo de grupamento de ações 15:1 com o leilão de frações remanescentes, sinalizando a conclusão da fase de reorganização societária iniciada no segundo trimestre. A robustez financeira para este investimento é sustentada pela geração de caixa operacional de R$ 872 milhões registrada no 1T25, que representou 86,4% do EBITDA ajustado do período, demonstrando a capacidade da empresa de autofinanciar projetos de expansão. Investidores devem acompanhar o cronograma de implementação e os impactos nos resultados trimestrais da companhia.

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