A Hapvida (HAPV3) divulgou nesta segunda-feira, 12 de maio de 2025, seus resultados financeiros referentes ao primeiro trimestre de 2025. A operadora de planos de saúde registrou lucro líquido ajustado de R$416,4 milhões, representando uma queda de 15,8% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

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A receita líquida totalizou R$7,5 bilhões, crescimento de 7,3% em relação ao 1T24, impulsionada principalmente pela evolução do ticket médio de saúde, que passou de R$261,0 para R$284,4 (+9,0%). O aumento no ticket compensou a redução de 70,2 mil beneficiários de planos de saúde em relação ao trimestre anterior.

O EBITDA ajustado alcançou R$1 bilhão, representando uma margem de 13,4% da receita líquida, com leve aumento de 0,5% em comparação ao 1T24. A sinistralidade caixa atingiu 68,6%, um aumento de 0,7 ponto percentual em relação ao trimestre anterior e ao mesmo período de 2024.

A companhia reduziu sua dívida líquida para R$4,16 bilhões, equivalente a 0,98x o EBITDA dos últimos 12 meses, abaixo dos 1,06x registrados no final de 2024. A geração de caixa operacional foi de R$872 milhões, representando 86,4% do EBITDA ajustado do trimestre.

Segundo o relatório, a queda no número de beneficiários está relacionada à sazonalidade comercial do primeiro trimestre, impactada pelo Carnaval e despesas típicas do período, além do aumento do turnover nos planos corporativos.

A Hapvida manteve elevados patamares de verticalização, com 78,2% das diárias de internação realizadas em rede própria, além de ampliar investimentos na expansão e requalificação de sua infraestrutura assistencial, que somava 815 unidades ao final do trimestre.

A empresa também anunciou que concluirá em maio sua 9ª emissão de debêntures no valor de R$1,5 bilhão, com estimativa de custo de CDI+1,05% e vencimento em 2032. Os recursos serão utilizados para o pagamento antecipado de debêntures da 2ª emissão, reduzindo o custo médio da dívida.

Apesar da redução na base de clientes, a estratégia de recomposição de preços e revisão do portfólio de clientes permitiu que a receita de planos de saúde crescesse 7,8% ano contra ano, atingindo R$7,4 bilhões no trimestre.

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