A Motiva (MOTV3) anunciou na sexta-feira, 4 de julho de 2025, a assinatura do Termo Aditivo nº 22/2025 que estende por 73 dias o prazo de concessão rodoviária de sua controlada SPVias. A extensão vai até 3 de dezembro de 2029 e visa recompor o equilíbrio econômico-financeiro do contrato após decisão judicial favorável à empresa.

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O aditivo formaliza investimentos de R$ não divulgados relacionados às obras de implantação de faixa de segurança entre os quilômetros 166+100 e 168+800 da Rodovia SP-270, realizadas entre abril de 2001 e novembro de 2002. Esses investimentos passaram mais de duas décadas sem reconhecimento contratual até a decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo. A resolução desta questão regulatória complexa demonstra a mesma capacidade técnica e jurídica que a empresa aplicou na negociação do reequilíbrio econômico-financeiro de R$ 589 milhões na modernização do sistema ETCS-N2 das linhas 8 e 9 da ViaMobilidade.

A extensão de 73 dias representa receita adicional significativa para a Motiva, considerando que concessões rodoviárias geram fluxo de caixa constante através da cobrança de pedágio. O período adicional permitirá à empresa recuperar investimentos históricos não reconhecidos e melhorar o retorno sobre o capital investido na concessão. Este movimento ganha relevância no contexto da performance operacional consistente da SPVias, que registrou crescimento de 6,7% no tráfego em maio de 2025, evidenciando a solidez operacional da rodovia que agora terá prazo estendido.

O acordo demonstra a capacidade da Motiva de resolver questões regulatórias complexas e sugere potencial para revisões similares em outros contratos do portfólio. A decisão alinha-se com a estratégia de otimização de portfólio da companhia, que simultaneamente avança no processo competitivo para venda de ativos aeroportuários e busca maximizar o valor de suas concessões rodoviárias através da recuperação de investimentos não reconhecidos. Investidores devem acompanhar os próximos resultados trimestrais para avaliar o impacto financeiro da extensão no fluxo de caixa e na geração de dividendos da companhia, especialmente considerando os sólidos resultados do primeiro trimestre de 2025, quando a empresa registrou lucro líquido ajustado de R$ 539 milhões.

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