A Azevedo & Travassos (AZEV3, AZEV4) informou nesta terça-feira que recebeu questionamento da CVM e B3 sobre as oscilações atípicas de suas ações nas últimas semanas. Em resposta, a empresa afirmou não ter conhecimento de qualquer informação que possa justificar os movimentos registrados no período.
Este novo questionamento dos órgãos reguladores ecoa situação similar vivenciada pela companhia em maio, quando a empresa também respondeu à CVM sobre oscilações atípicas das ações, após registrar alta de até 18,66% em uma única sessão. O padrão de volatilidade observado nos papéis da construtora reflete os desafios enfrentados pela empresa para reenquadrar o valor de suas ações conforme regulamento da B3, situação que motivou notificação da bolsa sobre a negociação dos papéis por valor inferior a R$ 1,00 durante mais de 30 pregões consecutivos.
As ações da companhia apresentaram volatilidade significativa entre 17 de junho e 1º de julho, com oscilações diárias chegando a 11,11% de alta em uma única sessão. No dia 1º de julho, os papéis subiram de R$ 0,45 para R$ 0,50, após terem registrado quedas de até 6,52% em sessões anteriores.
O volume de negócios também chamou atenção dos reguladores, saltando de uma média de 200-400 negócios diários para picos de 580 operações em 24 de junho. A quantidade negociada chegou a 2,65 milhões de ações nesse dia, com volume financeiro de R$ 1,21 milhão, muito acima da média histórica da companhia. Esta movimentação atípica contrasta com os sinais de recuperação operacional observados nos resultados do primeiro trimestre de 2025, quando a empresa reduziu significativamente seu prejuízo e registrou backlog robusto de R$ 2,7 bilhões.
A empresa comprometeu-se a manter o mercado informado caso tome conhecimento de qualquer fato capaz de justificar as oscilações mencionadas. O questionamento da CVM faz parte do monitoramento regular de movimentos atípicos no mercado de capitais brasileiro.







