A Movida (MOVI3) despencou 14,23% na sessão de 26 de junho, fechando a R$ 7,47 após abrir a R$ 8,68, em meio a rumores sobre novos programas governamentais que podem impactar o setor automotivo. A empresa divulgou comunicado ao mercado explicando a volatilidade recente de suas ações.
A B3 questionou oficialmente a Movida sobre as oscilações atípicas registradas entre 12 e 26 de junho, período em que a ação saiu de R$ 7,50 e chegou a tocar R$ 8,92, antes da forte correção. O volume financeiro negociado saltou para mais de R$ 70 milhões em vários pregões, bem acima da média histórica.
Em resposta ao ofício da bolsa, a locadora informou desconhecer os motivos específicos da volatilidade, mas destacou que "foram divulgadas notícias com rumores sobre a criação de dois novos programas do governo: o 'IPI Verde' e o 'Carro Sustentável'". Segundo a empresa, analistas que cobrem o setor estão "tentando calcular o impacto desses programas nas operações das empresas".
Os possíveis programas governamentais mencionados podem representar incentivos fiscais ou subsídios para veículos sustentáveis, o que impactaria diretamente empresas de locação como a Movida. Curiosamente, a empresa mantém forte compromisso com práticas ESG, tendo sido incluída pelo sexto ano consecutivo no Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3, o que poderia posicioná-la favoravelmente caso os programas "verdes" se confirmem. O mercado aguarda mais detalhes oficiais sobre essas iniciativas para avaliar o real impacto no setor automotivo e de mobilidade.
A volatilidade contrasta com a trajetória sólida de recuperação que a companhia vem demonstrando desde que reverteu prejuízo e lucrou R$ 305 milhões em 2024. Os resultados recordes do primeiro trimestre de 2025, com lucro de R$ 78,5 milhões (+61% versus 1T24), evidenciam a robustez operacional da empresa para enfrentar eventuais mudanças regulatórias no setor automotivo.







