A Neoenergia (NEOE3) negou nesta quarta-feira, 18 de junho de 2025, ter conhecimento de qualquer decisão da controladora Iberdrola para fechar seu capital na B3. O esclarecimento veio após a CVM questionar a empresa sobre notícia veiculada pela Veja Online que indicava que a multinacional espanhola avaliava retirar a elétrica brasileira da bolsa.

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Em comunicado ao mercado, a Neoenergia informou que "não tomou conhecimento de qualquer decisão e/ou deliberação tendente ao fechamento de seu capital". A empresa respondeu ao ofício nº 140/2025 da CVM, que questionava se a informação era verdadeira e por que não havia sido considerada fato relevante.

A notícia original, publicada em 16 de junho, destacava um "cabo de guerra" entre a Iberdrola e o Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil) sobre o futuro da Neoenergia. Este conflito societário ganha relevância quando observamos a estrutura acionária atual da companhia, onde a Iberdrola detém 53,5% do capital e o Previ possui 30,3%, configuração que pode gerar tensões estratégicas entre os principais acionistas controladores.

A Neoenergia reafirmou seu compromisso com as melhores práticas de governança corporativa e transparência, destacando que manterá acionistas e mercado informados sobre qualquer desenvolvimento relevante. Este posicionamento é consistente com o histórico da empresa, que recentemente conquistou a inclusão no Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da B3 pelo quinto ano consecutivo, alcançando a 2ª posição no ranking, demonstrando sua solidez em governança corporativa que agora é questionada pela especulação sobre fechamento de capital.

A empresa opera no Novo Mercado da B3, segmento que exige os mais altos padrões de governança. Mesmo em meio às especulações, a Neoenergia mantém sua agenda operacional normal, tendo aprovado recentemente juros sobre capital próprio de R$ 264 milhões, evidenciando a continuidade de sua política de remuneração aos acionistas independentemente das discussões acionárias em curso.

Investidores devem acompanhar eventuais movimentações acionárias da Iberdrola e possíveis comunicados adicionais da Neoenergia sobre mudanças na estrutura societária, que podem impactar significativamente os acionistas minoritários da companhia. Vale lembrar que a empresa já demonstrou flexibilidade em operações societárias, como na recente venda de 50% de participação em ativo de transmissão para investidor asiático, mostrando que mudanças na estrutura de participações fazem parte da estratégia de otimização de portfólio.

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