A Azevedo & Travassos Energia (AZTE3) informou que foi notificada pela B3 sobre a necessidade de reenquadrar suas ações ao regulamento da bolsa após negociar por valor inferior a R$ 1,00 por mais de 30 pregões consecutivos. A empresa tem até 24 de novembro de 2025 para resolver a situação.
O comunicado ao mercado, divulgado neste 14 de junho, esclarece que a administração já informou o conteúdo da notificação aos principais órgãos de governança, incluindo diretoria e conselho de administração. A situação de "penny stock" surge paradoxalmente em meio ao aumento de capital privado aprovado recentemente, com preço de emissão de R$ 0,73 por ação, evidenciando que mesmo a capitalização planejada não conseguiu sustentar o valor das ações acima do patamar regulamentar da B3.
A empresa de óleo e gás informou que acompanha continuamente o comportamento das ações no mercado e manterá monitoramento diário até a data-limite. Entre as opções disponíveis, a realização de grupamento de ações não está entre as medidas pretendidas no momento, mas será considerada caso a cotação não se recupere de forma orgânica.
A AZTE3 destacou estar "posicionada em parcerias estratégicas para exploração de novos ativos adquiridos" e acredita que os avanços operacionais podem levar o mercado a reconhecer o valor intrínseco da companhia. De fato, a empresa tem registrado crescimento operacional consistente, com produção de 167 bb/d em abril, consolidando a trajetória ascendente que levou a companhia a atingir 187 barris por dia em março, seu melhor desempenho mensal do ano.
Eventual deliberação sobre grupamento de ações será submetida à assembleia geral de acionistas, se necessário. O descolamento entre performance operacional e cotação das ações contrasta com os recentes marcos regulatórios conquistados junto à ANP, incluindo a prorrogação da fase exploratória até agosto de 2026 e a redução dos royalties do Campo de Tanatau para 5%, melhorias que historicamente deveriam refletir positivamente na valorização dos papéis.
A companhia reafirmou o compromisso com transparência na comunicação e prometeu manter os acionistas informados sobre a evolução das medidas para atender ao regulamento da B3. O prazo de mais de 17 meses oferece tempo para recuperação natural da cotação ou implementação de reestruturação societária, período que coincide com o cronograma de investimentos programados de R$ 8,6 milhões para expansão operacional, incluindo a perfuração de novos poços que podem catalisar a reavaliação do valor da companhia pelo mercado.






