A Suzano (SUZB3) anunciou uma joint venture de US$ 1,734 bilhão com a Kimberly-Clark para adquirir as operações globais de tissue da multinacional americana. A papeleira brasileira terá 51% de controle da nova empresa, com direito a indicar CEO e CFO, enquanto a Kimberly-Clark manterá 49%.

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A operação promete uma Taxa Interna de Retorno (TIR) de 15,5% em dólares nominais, com ganhos de eficiência esperados de US$ 175 milhões anuais a partir do terceiro ano. A joint venture criará o 8º maior produtor global de tissue, com receita pro forma de US$ 3,3 bilhões e EBITDA ajustado de US$ 500 milhões.

O negócio engloba 22 fábricas em 14 países, com capacidade total de 1 milhão de toneladas de tissue e cerca de 9 mil funcionários. As operações abrangem Europa, Ásia-Pacífico, América Central e do Sul, com vendas em mais de 70 países. A Suzano também terá opção de compra dos 49% remanescentes.

A estratégia visa acelerar a expansão "fiber-to-fiber" da Suzano no mercado global, dando continuidade ao processo de diversificação que já incluiu a aquisição dos ativos de papelcartão americanos em outubro de 2024, cujos resultados operacionais têm se mostrado alinhados com as expectativas da companhia. O movimento combina a excelência industrial brasileira com a expertise comercial e de marcas da Kimberly-Clark, incorporando portfólio que inclui marcas icônicas como Scott, Kleenex, Viva e Andrex.

A integração downstream deve reduzir significativamente a volatilidade do fluxo de caixa da Suzano, diversificando o portfólio para além da celulose. Com a joint venture, o segmento de bens de consumo saltará de 6% para 31% da receita líquida consolidada. A robusta geração de caixa da companhia, que apresentou Free Cash Flow Yield de 18,5% nos últimos doze meses no primeiro trimestre, fornece a base financeira sólida para sustentar esta estratégia de expansão ambiciosa. A conclusão da transação está prevista para meados de 2026, após aprovações regulatórias.

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