A Eletrobras (ELET3, ELET5, ELET6) concluiu nesta sexta-feira o descruzamento de ativos com a Copel, operação que adiciona 300 MW de capacidade hidrelétrica ao seu portfólio e gera um pagamento de R$ 196,6 milhões em caixa para a empresa.

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A operação envolveu a transferência da UHE Colíder para o controle total da Eletrobras, em troca de suas participações minoritárias na Mata de Santa Genebra Transmissão (MSG) e na UHE Mauá, que foram transferidas para a Copel. O descruzamento havia sido anunciado em dezembro de 2024.

A UHE Colíder está localizada no rio Teles Pires, onde a Eletrobras já detém outros três ativos importantes: UHE Teles Pires (1.820 MW), UHE Sinop (402 MW) e UHE São Manoel (700 MW). A concentração de ativos na mesma região permitirá o aproveitamento de sinergias operacionais significativas, estratégia similar à adotada na aquisição do controle total da Eletronet, que consolidou mais de 31 mil quilômetros de fibra óptica sob gestão unificada.

A usina possui 70% de sua Garantia Física contratada no Ambiente de Contratação Regulada (ACR) com prazo até 2044, enquanto os 30% restantes estão no Ambiente de Contratação Livre (ACL) com contratos até 2029, garantindo receita previsível de longo prazo.

A operação reforça a estratégia da Eletrobras de otimização de participações minoritárias e simplificação de sua estrutura societária, conforme previsto no Plano Estratégico da companhia. Este movimento complementa outras iniciativas recentes de otimização de portfólio, como a venda parcial de usinas térmicas por R$ 2,9 bilhões, demonstrando a disciplina de capital da empresa na busca por ativos que gerem maior valor e eficiência operacional. O mercado deve acompanhar os próximos movimentos da empresa na consolidação de seus ativos de geração.

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