A Eletrobras (ELET3, ELET5, ELET6) esclareceu nesta sexta-feira, 30 de maio de 2025, que contratou o BTG Pactual em 29 de outubro de 2024 para assessoria financeira sobre sua participação na Eletronuclear, mas reforçou que não há qualquer garantia de alienação ou acordo firmado com terceiros.

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O esclarecimento veio em resposta ao Ofício nº 121/2025 da CVM, que questionou a empresa sobre reportagem veiculada em 28 de maio afirmando que a Eletrobras havia contratado o BTG "como assessor no processo de venda de sua fatia minoritária na Eletronuclear".

A empresa destacou que a possibilidade de alienação de sua participação na Eletronuclear já havia sido mencionada em fatos relevantes divulgados em 31 de julho de 2024, 5 de dezembro de 2024, 28 de fevereiro de 2025 e 26 de março de 2025, todos relacionados ao Termo de Conciliação firmado com a União Federal, que foi submetido ao STF para homologação em abril deste ano.

O Termo de Conciliação decorre dos trabalhos da Câmara de Mediação e de Conciliação da Administração Pública Federal (CCAF), constituída para "tentativa de conciliação e solução consensual" entre as partes, conforme decisão do Ministro Nunes Marques na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 7.385, que tramita no Supremo Tribunal Federal. A possível alienação da participação na Eletronuclear alinha-se com a estratégia de otimização de portfólio que a companhia vem implementando, evidenciada pela venda parcial de usinas térmicas por R$ 2,9 bilhões em maio, bem como pela aquisição do controle total da Eletronet para fortalecer sua atuação no segmento de telecomunicações.

A Eletrobras informou que manterá o mercado informado sobre o assunto e que atos julgados relevantes serão tempestivamente divulgados. O esclarecimento foi assinado pelo Vice-Presidente Financeiro e de Relações com Investidores, Eduardo Haiama.

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