A Azul (AZUL4) divulgou nesta quarta-feira, 14 de maio de 2025, seus resultados financeiros do primeiro trimestre de 2025, registrando um EBITDA de R$1,385 bilhão, com recuo de 2,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. A companhia aérea alcançou uma receita operacional recorde para um primeiro trimestre, totalizando R$5,4 bilhões, representando um crescimento de 15,3% na comparação anual.

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A margem EBITDA no período foi de 25,7%, uma redução de 4,6 pontos percentuais em relação ao primeiro trimestre de 2024. O resultado operacional atingiu R$570,6 milhões, com margem operacional de 10,6%, queda de 6,5 pontos percentuais na comparação anual.

Durante o trimestre, a Azul ampliou significativamente suas operações, com aumento de 15,6% na capacidade total medida em assentos-quilômetro oferecidos (ASK), impulsionada principalmente por um crescimento de 39,2% nas operações internacionais. A companhia transportou aproximadamente 8 milhões de passageiros, um aumento de 9,8% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

O tráfego de passageiros (RPK) cresceu 19,4%, superando o aumento da capacidade e resultando em uma taxa de ocupação de 81,5%, superior em 2,6 pontos percentuais ao primeiro trimestre de 2024. A receita unitária (RASK) manteve-se robusta em R$42,14 centavos, mesmo com a expressiva expansão da capacidade.

John Rodgerson, CEO da Azul, destacou que "as unidades de negócios demonstraram um crescimento expressivo, representando 23% do RASK e 35% do EBITDA". O executivo também mencionou que a companhia fez melhorias significativas na experiência de viagem, resultando em um aumento de mais de 30 pontos no Net Promoter Score (NPS) em março de 2025.

Os custos operacionais foram impactados por fatores macroeconômicos, com o CASK (custo por ASK) aumentando 7,6% para R$37,68 centavos. Este aumento foi principalmente influenciado pela desvalorização média de 18% do real brasileiro frente ao dólar americano, inflação de 5,5% nos últimos 12 meses e aumento de 3% nos preços dos combustíveis. Esses desafios financeiros aparecem em um momento delicado para a empresa, que recentemente teve seu rating de crédito rebaixado pela Fitch de "CCC" para "CCC-".

A companhia encerrou o trimestre com liquidez imediata de R$2,3 bilhões, representando 11,6% da receita dos últimos doze meses. No período, a Azul pagou R$1,2 bilhão em arrendamentos correntes e diferidos, R$2,2 bilhões em amortizações de dívida e mais de R$600 milhões em juros, além de captar aproximadamente R$3 bilhões em notas superprioritárias em janeiro.

Em abril de 2025, a Azul concluiu parte da emissão de ações como parte de negociação concluída em 2024, eliminando obrigações de equity de aproximadamente R$3 bilhões e convertendo 35% das dívidas relacionadas às notas com vencimento em 2029 e 2030. Esta operação faz parte da estratégia mais ampla após a captação de R$1,66 bilhão através de sua oferta pública de ações preferenciais.

A empresa também informou que continua em discussões com seus parceiros para otimizar ainda mais sua estrutura de capital e posição de liquidez, após obter R$600 milhões em financiamento adicional em 30 de abril de 2025.

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