A Companhia Brasileira de Alumínio - CBA (CBAV3) divulgou nesta quinta-feira, 8 de maio de 2025, seus resultados referentes ao primeiro trimestre de 2025, reportando lucro líquido de R$335 milhões, revertendo o prejuízo de R$30 milhões registrado no mesmo período do ano anterior.

A receita líquida consolidada atingiu R$2,3 bilhões, representando aumento de 38% na comparação anual, impulsionada principalmente pela valorização de 19% no preço médio do alumínio na Bolsa de Metais de Londres (LME), que alcançou US$2.627 por tonelada, e pela apreciação de 18% do dólar frente ao real no período.

O EBITDA ajustado totalizou R$430 milhões no trimestre, valor quase três vezes superior (alta de 195%) ao registrado no 1T24, com margem EBITDA de 18%, expansão de 9 pontos percentuais. O resultado foi favorecido pelo forte desempenho do negócio de alumínio, que atingiu seu melhor EBITDA ajustado desde o segundo trimestre de 2022, de R$517 milhões.

Um destaque positivo foi a expressiva redução da alavancagem financeira da companhia, que passou de 7,89x em março de 2024 para 2,15x em março de 2025. Segundo a empresa, além da recuperação do EBITDA nos últimos doze meses, houve liquidação antecipada de R$525 milhões de dívida no trimestre, utilizando recursos próprios.

Em relação às operações, o volume de vendas de alumínio manteve-se estável em 120 mil toneladas na comparação anual, com destaque para o segmento de reciclagem, que apresentou crescimento de 19% em relação ao 1T24, alcançando 26 mil toneladas vendidas. A companhia atribuiu esse avanço à recuperação dos setores de autoconstrução e automotivo.

No mercado brasileiro, a CBA destacou a resiliente demanda por alumínio, com desempenho positivo em setores estratégicos como automotivo (crescimento de 8%), fabricação de carrocerias de ônibus (alta de 14%) e cimento (aumento de 6% no consumo).

No campo da sustentabilidade, a empresa informou que integrou pela primeira vez o "S&P Global Sustainability Yearbook 2025" e elevou sua nota para AA no rating ESG da MSCI, passando a ocupar posição de liderança na categoria de metais e mineração. Este avanço reforça o compromisso com práticas ESG que a companhia vem demonstrando nos últimos anos.

Como evento subsequente ao trimestre, a CBA mencionou a aprovação, em assembleia realizada em 24 de abril, da redução do capital social em R$401 milhões para absorção dos prejuízos acumulados conforme apurado no exercício social de 2024, sem cancelamento de ações ou restituição de valores aos acionistas.

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Companhia Brasileira de Alumínio - CBACBAV3