O mercado financeiro brasileiro foi movimentado nesta quarta-feira (19) por uma série de resultados corporativos expressivos e anúncios estratégicos. A Vale (VALE3) reportou EBITDA de US$ 4,1 bilhões no quarto trimestre de 2024, redução de 40% na comparação anual, e anunciou corte nas projeções de investimentos para 2025, de US$ 6,5 bilhões para US$ 5,9 bilhões.

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O Banco do Brasil (BBAS3) divulgou lucro líquido ajustado de R$ 37,9 bilhões em 2024, crescimento de 6,6% em relação ao ano anterior, e estabeleceu projeções otimistas para 2025, com lucro esperado entre R$ 37 bilhões e R$ 41 bilhões. A instituição também definiu política de dividendos com payout entre 40% e 45% para o ano.

Recuperação do Varejo e Movimentos Estratégicos

O GPA (PCAR3) apresentou resultados positivos no quarto trimestre, com crescimento de 9,6% nas vendas mesmas lojas e EBITDA recorde de R$ 498 milhões, evidenciando recuperação significativa no setor varejista. A margem EBITDA atingiu 9,5%, melhor resultado desde 2020.

No setor siderúrgico, a Gerdau (GGBR3, GGBR4) anunciou EBITDA de R$ 2,4 bilhões no quarto trimestre e um plano de investimentos de R$ 6 bilhões para 2025, além de uma importante reorganização estrutural em seus segmentos reportáveis.

Movimentações Corporativas

A PDG Realty (PDGR3) recebeu proposta não solicitada de aquisição da chinesa SHKP, avaliando a empresa em US$ 29,6 milhões, sinalizando potencial consolidação no setor imobiliário. A ClearSale (CLSA3) definiu para 1º de abril a conclusão de sua fusão com a Serasa.

Perspectivas e Tendências

O mercado demonstra tendência de reorganizações societárias e foco em eficiência operacional, com diversas empresas anunciando programas de recompra de ações e revisões estratégicas. O setor bancário mantém resultados robustos, enquanto o varejo apresenta sinais consistentes de recuperação.

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