A Aura Minerals (AUGO) registrou lucro líquido de US$ 135 mi no terceiro trimestre de 2026, ante US$ 5,6 mi no 3T25 e US$ 217,7 mi no 2T26. O lucro por ação (EPS) básico foi de US$ 1,61. A queda frente ao segundo trimestre ocorreu principalmente porque o ganho não realizado com derivativos de ouro foi de US$ 12,7 mi, contra US$ 126 mi no 2T26.

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O lucro líquido ajustado (non-GAAP, exclui ganhos não monetários com derivativos de ouro, câmbio e impostos diferidos) foi de US$ 121,2 mi, alta de 77% sobre o 3T25 e de 24% sobre o 2T26.

A receita líquida somou US$ 386 mi (US$ 385,977 mil), alta de 56% sobre o 3T25 e de 15% sobre o 2T26, com vendas maiores. O lucro bruto foi de US$ 222,6 mi, com margem bruta de 58%. O EBITDA ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, ajustado) foi de US$ 236,9 mi, alta de 56% sobre o 3T25, com margem de 61%.

A produção foi de 95.557 onças equivalentes de ouro (GEO), alta de 29% sobre o 3T25, e a empresa a descreve como recorde. Nos nove meses de 2026, foram 253.131 GEO, e a meta para o ano é de 340 mil a 390 mil GEO. O fluxo de caixa livre recorrente foi de US$ 123,5 mi no trimestre. A dívida líquida era de US$ 178,8 mi, equivalente a 0,20 vez o EBITDA ajustado dos últimos 12 meses. No trimestre, a companhia pagou US$ 71 mi em dividendos e recompras de ações.

Em 18 de setembro de 2026, a Aura contratou um empréstimo sindicalizado de US$ 200 mi, com juros de SOFR + 2,70% ao ano e prazo de cinco anos. Em 2 de outubro, anunciou acordo para comprar a empresa que opera a frota de mineração nas minas Apoena, Almas e Borborema, por valor empresarial de R$ 612 mi, dos quais até R$ 250 mi em dinheiro. A empresa estima reduzir o custo total de sustentação (AISC) em US$ 150 a US$ 200 por onça a partir de 2027. A conclusão depende de aprovação do Cade.

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