A Molson Coors (TAP) registrou lucro líquido de US$ 271,5 mi no terceiro trimestre de 2026, ante prejuízo de US$ 2.927,6 mi no mesmo período de 2025. O lucro por ação (EPS) diluído foi de US$ 1,45. A virada ocorreu principalmente porque o resultado de 2025 incluiu uma baixa contábil parcial de ágio (goodwill) de US$ 3.645,7 mi na unidade das Américas e baixas de ativos intangíveis de US$ 273,9 mi.
A receita líquida somou US$ 2,9 bi (US$ 2.926,5 mi), queda de 1,6% (1,2% em moeda constante). O volume financeiro caiu 3,0% e o volume de marcas recuou 4,9%. Preço e mix de vendas contribuíram positivamente com 1,8%.
O lucro ajustado (non-GAAP, exclui itens que a empresa considera não recorrentes) antes do imposto de renda foi de US$ 349,0 mi, queda de 17,4% em moeda constante. O lucro líquido ajustado foi de US$ 272,2 mi, e o EPS ajustado ficou em US$ 1,46, queda de 12,6%. A empresa citou inflação de custos de materiais, logística e produção, incluindo cerca de US$ 30 mi do prêmio Midwest, além do menor volume.
Nos nove meses, o fluxo de caixa livre ajustado foi de US$ 852,0 mi, alta de US$ 69,9 mi. A dívida total era de US$ 5.995,8 mi e a dívida líquida, de US$ 5.393,6 mi, equivalente a 2,53 vezes o EBITDA ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), ante 2,28 vezes um ano antes. A empresa pagou US$ 273,1 mi em dividendos e US$ 254,9 mi em recompras de ações (buyback) no período.
A Molson Coors reduziu a projeção para 2026: receita em queda de 1% a 2% em moeda constante (antes, estável, com variação de 1 ponto percentual para mais ou para menos); lucro ajustado antes do imposto em queda de 21% a 24% (antes, 15% a 18%); EPS ajustado em queda de 16% a 19% (antes, 11% a 15%); e fluxo de caixa livre ajustado de US$ 1,0 bi, com variação de 10% para mais ou para menos (antes, US$ 1,1 bi).







