A 3M (MMM) firmou em 3 de novembro de 2026 um acordo para encerrar a maior parte das ações por lesões pessoais ligadas a substâncias per e polifluoroalquil (PFAS), foco do litígio multidistrital sobre espuma formadora de filme aquoso (AFFF MDL), na Justiça federal da Carolina do Sul. A empresa pagará um valor nominal total de US$ 7,35 bi entre 2026 e 2034, com valor presente de US$ 5,8 bi. Por isso, registrará um encargo antes de impostos de cerca de US$ 5,8 bi no quarto trimestre de 2026.
O acordo abrange cerca de 99% das ações atuais por lesões pessoais, dentro e fora do AFFF MDL, com aproximadamente 115.000 a 120.000 autores elegíveis. O valor efetivo, as condições e as datas de pagamento dependem de metas mínimas de adesão dos autores. Para participar, cada um precisa se inscrever e dar quitação total de qualquer reclamação ligada a PFAS por lesão pessoal e outras reclamações relacionadas.
O cronograma prevê pagamento de US$ 50 mi em 2026 e nenhum em 2027, com cerca de 20% dos valores devidos nos dois últimos anos. O acordo inclui um fundo de reserva de US$ 680 mi para ações restantes e futuras. A 3M não admite responsabilidade ou irregularidade e afirma que, se certos termos não forem cumpridos, está preparada para continuar se defendendo na Justiça.
A empresa informou que o encargo será tratado como item especial nos resultados ajustados (non-GAAP, excluem itens que a empresa considera não recorrentes) e não altera a projeção para 2026 já divulgada. O presidente do conselho e CEO, William Brown, afirmou: "Este acordo é um marco significativo para a 3M e reduz substancialmente a incerteza sobre os litígios". A 3M fará teleconferência com investidores em 4 de novembro de 2026.







