Na prévia dos resultados do terceiro trimestre de 2026 (3T26), a Simpar (SIMH3) informou receita bruta consolidada de R$ 13,138 bilhões, receita líquida de R$ 11,949 bilhões e receita líquida de serviços de R$ 9,967 bilhões. As informações são preliminares, não auditadas e sujeitas a revisão até a divulgação oficial dos números completos.

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A receita líquida de serviços atingiu nível recorde de aproximadamente R$ 10,0 bilhões no 3T26, com alta de 11,3% em relação ao 3T25. Todas as controladas contribuíram para o resultado, em ordem de relevância: Movida, Automob, Vamos, JSL e CS Infra. Segundo a companhia, o desempenho reflete crescimento orgânico, maturação de contratos firmados nos últimos 12 meses, disciplina na precificação de novos contratos e no equilíbrio dos contratos existentes, além do aumento do volume de veículos comercializados.

A Simpar reportou alavancagem financeira consolidada de 2,8 vezes no 3T26, menor patamar desde o IPO em 2010, com melhora de 0,7 vez em 12 meses. O indicador EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) UDM/Capex Líquido ficou em 1,6 vez no 3T26, frente a 1,7 vez no 3T25, refletindo ganhos de eficiência e produtividade nas bases construídas nos últimos anos.

Entre os fatores para a redução da alavancagem, a empresa cita menor necessidade de investimentos, monetização das operações Ciclus Rio e Ciclus Amazônia, com enterprise value de R$ 2,1 bilhões, e desconsolidação da CS Porto Aratu, classificada como operação descontinuada a partir do 2T26, cuja monetização foi anunciada em julho de 2026, com enterprise value de R$ 1,8 bilhão. A Simpar também destacou aumentos de capital que somaram R$ 3,0 bilhões em Simpar, Movida e Vamos, além da venda de 5% de participação da JSL para a BNDESPar.

No âmbito da holding, a dívida bruta recuou 13% em 12 meses, para R$ 5,4 bilhões no 3T26, frente a R$ 6,1 bilhões no 3T25, impulsionada por recompras de dívidas no mercado secundário que totalizaram R$ 723 milhões nos dois últimos trimestres. A dívida líquida caiu 54% em 12 meses, para R$ 1,5 bilhão, em função de incremento de R$ 2,5 bilhões na estrutura de capital. A companhia registrou ainda marcação a mercado positiva de R$ 61,6 milhões (R$ 40,6 milhões líquidos de IR) em derivativos ligados ao aumento de capital, instrumentos de liquidação financeira sem impacto de caixa até o vencimento em 6 de setembro de 2027.

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