A BrasilAgro (AGRO3) revisou suas estimativas para a safra 2023/2024. A companhia reduziu a projeção de área plantada em 8% em relação à estimativa inicial, para 171.320 hectares. A redução ocorreu principalmente devido à alta volatilidade nos preços do milho, que levou a uma mudança no mix de cultivos e diminuição da área plantada com milho em 9.200 hectares. Além disso, condições climáticas desfavoráveis durante a janela ideal de plantio impediram o plantio de áreas de milho e soja na Bahia e no Paraguai.
A produção projetada para a safra 2023/2024 também foi revisada para baixo, com uma queda de 27% em relação à estimativa inicial, para 323.669 toneladas. A redução se deve principalmente à diminuição da área plantada, que representa aproximadamente 95 mil toneladas a menos, além das condições climáticas adversas e do manejo das lavouras durante o desenvolvimento das culturas.
Na cana-de-açúcar, a BrasilAgro encerrou a colheita da safra 2023 com 2,0 milhões de toneladas colhidas, registrando uma produtividade (TCH) de 79,16 toneladas por hectare. Para a safra 2024, a estimativa é produzir 2,0 milhões de toneladas, com TCH de 83,71.
No setor de pecuária, a falta de chuvas no Brasil e no Paraguai reduziu a oferta de pastagem. Como resultado, a companhia projeta uma diminuição de aproximadamente 30% na produção de carne em comparação com a estimativa inicial.
A BrasilAgro também revisou suas projeções de custos de produção para a safra 2023/2024. Enquanto os custos estimados diminuíram para a maioria das culturas, como soja, milho e algodão, houve um aumento significativo nos custos projetados para outras culturas, como feijão e culturas diversas.







