O Banco Mercantil (BMEB4) registrou lucro líquido recorrente de R$ 275 mi no segundo trimestre de 2026, o 15º recorde trimestral consecutivo, com crescimento de 13% em relação ao 2T25. No mesmo período, o retorno sobre o patrimônio líquido dos últimos 12 meses foi de 41,4%, excluindo efeitos não recorrentes relacionados ao acordo firmado com a PGFN no 4T25.
Entre abril e junho de 2026, a carteira de crédito totalizou R$ 25 bi, avanço de 30% em 12 meses, com 83% dos saldos em linhas colateralizadas, como crédito consignado INSS, consignado público e privado, cartão consignado e antecipação de saque FGTS. A carteira de crédito consignado somou R$ 18,5 bi, alta de 47% na comparação com o 2T25, enquanto a origem de crédito no trimestre foi de R$ 2,6 bi, queda de 1% em igual base de comparação.
A inadimplência acima de 90 dias ficou em 3,1% no 2T26, 0,8 ponto percentual acima do 2T25, mas abaixo dos índices do Sistema Financeiro Nacional em pessoa física e em recursos livres divulgados pelo Banco Central. A inadimplência entre 15 e 90 dias encerrou o trimestre em 2,6%, mesma taxa ajustada informada para o 2T25 quando desconsiderado o efeito operacional do novo processo de biometria do INSS em refinanciamentos de consignado.
A receita de prestação de serviços atingiu R$ 363 mi no 2T26, crescimento de 76% frente ao mesmo trimestre de 2025, com maior participação de seguros e assistências, voltados ao público 50+. A receita financeira líquida (NII, resultado da intermediação financeira menos despesas da intermediação financeira) somou R$ 1,4 bi, contribuindo para uma receita total de R$ 1,8 bi no trimestre, enquanto a margem financeira líquida (NIM, resultado da intermediação financeira dividido pelos ativos que rendem juros médios do trimestre corrente e do anterior) ficou em 17,2%.
Em capital e liquidez, o índice de Basileia encerrou junho de 2026 em 17,2%, com capital Nível 1 de 14,9% e patrimônio líquido de R$ 3.135 mi. O banco apresentou LCR de 144% e NSFR de 4,4 vezes, com captação de 86% via canais próprios e funding de R$ 33,7 bi, cujo custo médio dos últimos 12 meses foi de 100,1% do CDI.







