Na quarta-feira, 29 de julho de 2026, a Equatorial (EQTL3) divulgou os dados operacionais preliminares e não auditados do segundo trimestre de 2026. Em visão consolidada das distribuidoras, a energia injetada bruta cresceu 4,7% ante o 2T25, enquanto o mercado fio B avançou 4,2%. A companhia informou que uma mudança na contabilização do faturamento de clientes livres em Alagoas reduziu o crescimento observado; desconsiderando esse efeito, o mercado fio B consolidado teria registrado alta de 5,0%.
Entre as concessões, o mercado fio B teve destaques positivos no Pará (+6,2%), Amapá (+6,1%), Goiás (+5,6%), Maranhão (+5,3%) e Rio Grande do Sul (+4,3%). Em Alagoas, a alteração na competência de faturamento dos clientes livres, aplicada a partir de abril de 2026, passou a reconhecer o consumo no mês seguinte à medição, o que resultou em diferimento de cerca de um mês de receita dentro do trimestre; sem esse impacto, o mercado fio B da concessão teria crescido 3,0%. A energia injetada pela micro e minigeração distribuída representou 10,3% da energia injetada bruta no Maranhão, 18,3% no Piauí, 13,5% em Alagoas, 17,1% em Goiás e 6,2% no Rio Grande do Sul.
As perdas consolidadas de energia em base de 12 meses ficaram em 17,9% no 2T26, queda de 0,2 ponto percentual em relação ao 2T25 e de 0,1 ponto percentual frente ao 1T26, permanecendo 1,0 ponto percentual abaixo do nível regulatório de 18,9%. As maiores reduções de perdas ante o 2T25 ocorreram na CEA (‑1,8 p.p.), Equatorial Alagoas (‑0,8 p.p.), Equatorial Piauí (‑0,6 p.p.), Equatorial Maranhão (‑0,5 p.p.) e CEEE‑D (‑0,1 p.p.). A empresa informou que cinco distribuidoras operam abaixo do limite regulatório de perdas: Maranhão, Piauí, Alagoas, Goiás e Amapá.
No segmento de geração renovável, a Equatorial reportou energia gerada líquida de 1.014,2 GWh no 2T26. Sem os efeitos de constrained-off (redução de geração por restrições do sistema elétrico), a geração teria sido de 1.243,7 GWh. Segundo a companhia, o resultado foi influenciado pela menor velocidade média dos ventos, de 6,7 m/s ante 7,4 m/s no 2T25, parcialmente compensada pela maior irradiância solar média, de 305,7 W/m² contra 289,1 W/m² no mesmo período do ano anterior. Os eventos de constrained-off reduziram em aproximadamente 229 GWh, ou 18,4%, o potencial de geração do portfólio.
No saneamento, o 2T26 encerrou com cerca de 93,4 mil economias faturadas no serviço de distribuição de água, das quais 18,9 mil também atendidas com coleta e tratamento de esgoto. Em relação ao 2T25, houve queda de 6,2% no número de economias de água, reflexo das ações de corte de clientes inadimplentes, e redução de 6,0% no volume faturado de água, para 5.200,8 mil m³, influenciado tanto pela menor base faturada quanto pelo avanço da hidrometração. Já o volume faturado de esgoto aumentou 11,8%, para 1.139,6 mil m³, com índices de cobertura de 71,7% para água e 15,6% para esgoto.







