O Banco Bradesco (BBDC4) registrou lucro líquido recorrente de R$ 6,8 bi no primeiro trimestre de 2026 (1T26), alta de 4,5% em relação ao 4T25 e de 16,1% na comparação com o 1T25. As receitas totais somaram R$ 36,9 bi no trimestre, avanço de 2,2% ante o trimestre anterior e de 14% em 12 meses.
A margem financeira total atingiu R$ 20,1 bi no 1T26, crescimento de 4,2% frente ao 4T25 e de 16,4% sobre o 1T25, combinando margem com clientes de R$ 19,5 bi e margem com mercado de R$ 553 mi. A carteira de crédito expandida encerrou março de 2026 em R$ 1.089,9 bi, praticamente estável no trimestre (+0,1%) e 8,4% acima de março de 2025, com saldo de R$ 474,0 bi em pessoas físicas, R$ 254,6 bi em micro, pequenas e médias empresas e R$ 361,3 bi em grandes empresas.
O custo de crédito, medido pela despesa com provisão para perdas (PDD) expandida, foi de R$ 9,7 bi no 1T26, aumento de 9,5% em relação ao 4T25 e de 26,5% frente ao 1T25, o que levou o indicador a 3,5% da carteira de crédito expandida anualizada. A inadimplência acima de 90 dias ficou em 4,2% em março de 2026, ligeira alta de 0,1 ponto percentual no trimestre e em 12 meses, com 88% da carteira classificada em estágio 1, 4,9% em estágio 2 e 7,1% em estágio 3.
As receitas de prestação de serviços totalizaram R$ 10,4 bi no 1T26, queda de 6,4% ante o 4T25 e alta de 6,2% em relação ao 1T25, com destaque para rendas de cartão de R$ 4,4 bi e administração de fundos de R$ 951 mi. As despesas de pessoal e administrativas somaram R$ 12,6 bi no trimestre, recuo de 8,8% frente ao 4T25 e aumento de 5,4% em 12 meses, contribuindo para a melhora do índice de eficiência operacional para 46,9%, redução de 3,3 pontos percentuais no trimestre e de 2,8 pontos em um ano.
O grupo de seguros do Bradesco apresentou lucro líquido recorrente de R$ 2,8 bi no 1T26, queda de 1,5% em relação ao 4T25 e avanço de 13% sobre o 1T25, com retorno sobre o patrimônio (ROAE) de 21,6%. As provisões técnicas de seguros, previdência e capitalização somaram R$ 455,2 bi ao fim de março de 2026, crescimento de 9,9% em 12 meses, enquanto o banco informou ainda ter destinado R$ 4 bi em JCP (Juros sobre Capital Próprio) aos acionistas no trimestre e que já atingiu 89% da meta corporativa de direcionar R$ 450 bi para setores com benefícios socioambientais até dezembro de 2026.








