A Casas Bahia (BHIA3) deu um novo passo no reperfilamento de sua dívida financeira. Na última sexta-feira (28), a varejista distribuiu um pedido de Recuperação Extrajudicial (RE) para implementar o reescalonamento de dívidas quirografárias da ordem de R$ 4,1 bilhões, decorrentes de emissões de debêntures e Cédulas de Crédito Bancário (CCBs) junto a instituições financeiras.

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O plano aprovado pelos credores contempla o alongamento do cronograma de amortização dos créditos sujeitos, incluindo uma carência de 24 meses para pagamento de juros e de 30 meses para pagamento do principal. O prazo total de amortização será de 78 meses (6,5 anos), com remuneração de CDI + 1,0% a 1,5%.

Com o reperfilamento, a Casas Bahia estima uma economia de R$ 60 milhões anuais nos juros da dívida. O desembolso de caixa até 2027 será reduzido de R$ 4,8 bilhões para R$ 500 milhões.

Além disso, o plano prevê a possibilidade de os credores converterem parte dos créditos sujeitos em participação societária na varejista, durante uma janela de 18 a 36 meses após a aprovação do plano. A conversão ocorrerá trimestralmente a um valor por ação equivalente a 80% do VWAP dos 90 dias anteriores.

A RE é uma ferramenta legal inspirada no modelo "prepack" para implementar acordos de reperfilamento previamente acordados entre devedores e credores. No caso da Casas Bahia, o plano tem a aprovação de aproximadamente 55% dos créditos sujeitos.

A varejista esclareceu que a RE tem escopo limitado e não impactará as demais dívidas operacionais com fornecedores e parceiros, que continuarão sendo honradas regularmente. Também não haverá impacto adverso nas obrigações com clientes e colaboradores.

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