Na quinta-feira, 19 de março de 2026, a Tupy (TUPY3) divulgou que registrou prejuízo líquido de R$ 654,6 mi no ano de 2025, ante lucro de R$ 82,4 mi em 2024. A receita líquida somou R$ 9,7 bi em 2025, queda de 9,1% em relação ao ano anterior, impactada por redução de 10% nos volumes vendidos, especialmente em veículos comerciais, em meio a incertezas globais sobre tarifas, regras de emissões e juros elevados.

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Segundo a companhia, o resultado líquido foi afetado por iniciativas de reestruturação e otimização de capacidade, que geraram impacto total de R$ 544 mi, incluindo impairment de R$ 327 mi em ativos, redução ao valor realizável de estoques de R$ 40 mi, baixa de créditos tributários de IR/CSLL de R$ 125 mi e gastos com reestruturações de R$ 52 mi, além de outras iniciativas de otimização e reestruturação que somaram R$ 45 mi.

O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado atingiu R$ 660,9 mi em 2025, queda de 48,9% frente a 2024, com margem de 6,8% contra 12,1% no ano anterior. No negócio tradicional de componentes estruturais e produtos hidráulicos, a margem EBITDA ajustada caiu para 5% em 2025, ante 13% em 2024, pressionada pela menor diluição de custos fixos, queda de volumes e impactos em eficiência operacional e qualidade, que reduziram o EBITDA em cerca de R$ 730 mi, parcialmente compensados por reduções de custos e despesas de R$ 300 mi e efeito cambial favorável de R$ 120 mi.

A MWM, adquirida pela Tupy, respondeu por R$ 2,6 bi de receita em 2025, o equivalente a 27% da receita líquida consolidada, com retração de 3% sobre 2024. A margem EBITDA ajustado da MWM foi de 10% em 2025, ante 8% em 2024, apoiada por ganhos de produtividade, racionalização de processos, melhoria do mix de produtos e efeitos recorrentes da reestruturação operacional e administrativa iniciada em 2024. Os segmentos de Energia & Descarbonização e Peças de Reposição cresceram 16% e 12% no ano, respectivamente, atingindo receitas de R$ 781 mi e R$ 567 mi.

No balanço, a dívida líquida encerrou 2025 em R$ 2,2 bi, redução de 5% em relação a 2024, com alavancagem de 3,35 vezes dívida líquida sobre EBITDA ajustado. O fluxo de caixa operacional somou R$ 915,1 mi em 2025, o segundo maior da história da companhia, apoiado pela gestão de capital de giro, desempenho da MWM e venda de créditos tributários de IPI no valor de R$ 173,5 mi; os investimentos em ativo imobilizado e intangível foram de R$ 445,7 mi no ano.

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