A Randoncorp (RAPT4) registrou prejuízo líquido de R$ 231,3 mi no quarto trimestre de 2025, revertendo o lucro de R$ 117,8 mi do 4T24, em um cenário de desaceleração de volumes e despesas não recorrentes. No período, a receita líquida consolidada somou R$ 3,2 bi, queda de 1,5% na comparação anual.
No 4T25, o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado foi de R$ 329,5 mi, recuo de 21,3% em relação ao 4T24, com margem EBITDA ajustada de 10,3%, 2,6 pontos percentuais abaixo do ano anterior. O EBITDA reportado totalizou R$ 167 mi, impactado por R$ 162,5 mi em eventos não recorrentes, como impairment de ativos, equivalência patrimonial negativa e provisões.
A companhia destacou que a retração na produção de caminhões pesados e de semirreboques no mercado doméstico reduziu a diluição de custos fixos e pressionou margens, enquanto a apreciação do real afetou a rentabilidade das vendas ao exterior. Ainda assim, a receita de mercado externo em 2025 alcançou US$ 774,7 mi, alta de 77% sobre 2024, e passou a representar 33,3% da receita líquida no 4T25.
Em 2025, a receita líquida consolidada cresceu 10,3%, para R$ 13,1 bi, mas o resultado líquido anual foi negativo em R$ 250,7 mi, frente a lucro de R$ 408,5 mi em 2024. A dívida líquida encerrou dezembro em R$ 6,4 bi, alta de 36,7% em 12 meses, com alavancagem de 4,72 vezes o EBITDA, enquanto o retorno sobre o capital investido (ROIC) ficou em 5,0% nos últimos 12 meses, abaixo dos 10,8% observados um ano antes.
A empresa informou ainda redução de R$ 1,0 bi na necessidade de capital de giro no 4T25 e ingresso de recursos da parceria com fundos de high growth do Pátria Investimentos nas operações de consórcios e seguros. Para 2025, a Randoncorp projeta receita líquida entre R$ 12 bi e R$ 13,5 bi, receitas de mercado externo entre US$ 800 mi e US$ 850 mi, margem EBITDA ajustada entre 12% e 14% e investimentos orgânicos de R$ 400 mi a R$ 460 mi.







