O Grupo Casas Bahia (BHIA3) registrou prejuízo líquido de R$ 1,529 bi no quarto trimestre de 2025, impacto que inclui efeito não recorrente de R$ 1,45 bi referente ao reconhecimento conservador de imposto de renda diferido, sem efeito caixa. No mesmo período, a companhia apurou EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado de R$ 826 mi, com margem de 9,8%, e gerou fluxo de caixa livre da firma de R$ 1,8 bi.
Em comparação com o 4T24, quando o prejuízo foi de R$ 452 mi, o prejuízo líquido ajustado caiu para R$ 79 mi, melhora de 82,5%. A receita líquida somou R$ 8,471 bi, alta de 6,1% sobre um ano antes, enquanto o lucro bruto atingiu R$ 2,671 bi, avanço de 8,6% e margem bruta de 31,5%.
No consolidado de 2025, a Casas Bahia reportou prejuízo líquido de R$ 2,988 bi, frente a R$ 1,045 bi em 2024, e prejuízo líquido ajustado de R$ 1,538 bi, aumento de 47,2%. A receita líquida anual alcançou R$ 29,197 bi, crescimento de 7,3%, e o EBITDA ajustado foi de R$ 2,555 bi, 29,7% superior ao ano anterior, com margem de 8,8%.
A companhia destacou ainda a redução de 75% da dívida líquida ajustada mais fornecedor convênio, saldo de CDCI e FIDC, que passou de R$ 4,483 bi no 3T25 para R$ 1,129 bi no 4T25, equivalendo a 0,4x o EBITDA ajustado dos últimos 12 meses, ante 1,9x no trimestre anterior. A melhora foi atribuída à evolução operacional, à conversão de R$ 2,0 bi em dívidas em ações e à renegociação de passivos com desconto de cerca de R$ 610 mi.
No operacional, o GMV total bruto alcançou R$ 13,113 bi no 4T25, alta de 8,7% em relação ao 4T24, puxado pelo crescimento de 25,6% do GMV 1P online e de 16,1% do GMV 3P. No ano de 2025, o GMV bruto somou R$ 44,721 bi, 8,8% acima de 2024, com foco em categorias core e nove trimestres consecutivos de avanço de margem operacional.







