A Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3) registrou prejuízo líquido de R$ 721,2 mi no quarto trimestre de 2025, revertendo lucro do trimestre anterior, impactada por ociosidade operacional e perdas de estoques ligadas à parada do alto-forno 2. No período, o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado alcançou R$ 3,3 bi, com margem de 27,8%, enquanto a receita líquida somou R$ 11,4 bi.

Continua após o anúncio

No acumulado de 2025, a CSN manteve estabilidade no prejuízo líquido em relação a 2024, ao mesmo tempo em que elevou a receita líquida para R$ 44,8 bi, alta de 2,5% sobre o ano anterior. O EBITDA ajustado anual atingiu R$ 11,8 bi, crescimento de 15,3% frente a 2024, com margem EBITDA ajustada de 25,1%, apoiado em “excelência operacional” em mineração e logística e em redução de custos na siderurgia.

O segmento de mineração gerou EBITDA ajustado de R$ 1,7 bi no 4T25 e de R$ 6,3 bi em 2025, com margem de 42,0% e 41,0%, respectivamente, impulsionado por maior eficiência e preços ainda elevados de minério de ferro. Na siderurgia, o EBITDA ajustado foi de R$ 700,2 mi no trimestre e cerca de R$ 2,2 bi no ano, com margem de 10,0%, apoiado em queda do custo da placa para R$ 3.203/ton no 4T25. Em cimentos, a margem EBITDA alcançou 29,2% no 4T25 e 26,3% em 2025, após ajustes de preços e normalização de custos.

Em 31 de dezembro de 2025, a dívida líquida consolidada da CSN somava R$ 41,2 bi, e a alavancagem, medida por dívida líquida sobre EBITDA dos últimos 12 meses, atingiu 3,47x, primeira alta após três trimestres de queda. O caixa e equivalentes encerraram o ano em R$ 16,0 bi, e o fluxo de caixa ajustado do 4T25 foi negativo em R$ 282,3 mi, apesar da liberação de capital de giro, em um trimestre de maior investimento, que totalizou R$ 2,0 bi.

Para reduzir o endividamento, a companhia informou que, em 15 de janeiro de 2026, anunciou atualização estratégica que prevê alienar o controle no segmento de cimentos, vender participação minoritária em infraestrutura e buscar parcerias na siderurgia, com potencial de levantar até R$ 18 bi. Em 2025, os investimentos somaram R$ 5,9 bi, em linha com a projeção para o ano, e a produção de minério de ferro, incluindo compras de terceiros, alcançou 45,6 mi de toneladas, superando a meta anual em 4,5%.

Publicidade
Tags:
Companhia Siderúrgica Nacional - CSNCSNA3