Na quarta-feira, 11 de março de 2026, a Vibra Energia (VBBR3) divulgou que registrou lucro líquido ajustado de R$ 615 mi no quarto trimestre de 2025, com receita líquida ajustada de R$ 50,5 bi e Ebitda ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 2,6 bi no período. A margem Ebitda ajustada do segmento de Distribuição foi de R$ 251 por metro cúbico e a alavancagem encerrou o trimestre em 2,4 vezes a relação dívida líquida/Ebitda dos últimos 12 meses.

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Na comparação com o 4T24, a receita líquida ajustada cresceu 13,5%, o lucro bruto ajustado avançou 35,3% para R$ 2,9 bi e o Ebitda ajustado mais que dobrou, com alta de 100,5%. O lucro líquido contábil foi de R$ 679 mi, aumento de 33,1% sobre o mesmo trimestre de 2024, enquanto o lucro líquido ajustado subiu 20,5%. Em 2025, o Ebitda ajustado consolidado somou R$ 7,9 bi, alta de 26,7% em relação a 2024, e a receita líquida ajustada anual atingiu R$ 189,8 bi, crescimento de 9,7%.

No segmento de Distribuição, o volume de vendas alcançou 9,5 milhões de metros cúbicos no 4T25, alta de 5,4% ante o 4T24, com lucro bruto ajustado de R$ 2,6 bi e margem bruta de R$ 273 por metro cúbico. O Ebitda ajustado do segmento foi de R$ 2,4 bi, enquanto o Ebitda ajustado recorrente, que exclui recuperações tributárias e vendas de imóveis, ficou em R$ 1,6 bi, com margem de R$ 167 por metro cúbico. No ano, a Distribuição somou Ebitda ajustado de R$ 7,1 bi e margem de R$ 197 por metro cúbico, com market share de 24,5% no 4T25.

Em renováveis, a Comerc, controlada da Vibra, registrou no 4T25 receita líquida de R$ 1,7 bi e Ebitda ajustado @stake de R$ 312 mi, com crescimento de 4,1% sobre o 4T24. No acumulado de 2025, o Ebitda ajustado @stake foi de R$ 1,1 bi, 1,4% acima de 2024, mesmo com curtailment de 22% no ano contra 8% em 2024, apoiado por eficiência operacional, antecipação da entrada de usinas de geração distribuída e bandeiras tarifárias mais altas.

A dívida líquida da Vibra somou R$ 19,2 bi em 31 de dezembro de 2025, frente a R$ 9,5 bi um ano antes, refletindo a aquisição integral da Comerc, enquanto o indicador dívida líquida/Ebitda ajustado dos últimos 12 meses foi de 2,4 vezes, abaixo das 2,8 vezes do trimestre anterior. O fluxo de caixa operacional no 4T25 foi de R$ 1,4 bi, e a companhia informou que segue focada em gestão de passivos, alongamento de prazos e redução do custo médio da dívida.

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