Na divulgação de resultados do ano de 2025, feita nesta terça-feira, 10 de março de 2026, a PRIO (PRIO3) registrou lucro líquido ex-IFRS 16 de aproximadamente US$ 405 mi. No mesmo período, a companhia apurou receita total de cerca de US$ 2,5 bi e EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado ex-IFRS 16 de US$ 1,4 bi, impulsionada principalmente pelo aumento de 27% na produção e nas vendas em relação a 2024.
No quarto trimestre de 2025, a PRIO reportou receita total de US$ 642 mi e EBITDA ajustado de US$ 341 mi, com prejuízo líquido de US$ 185 mi, influenciado sobretudo pela alta de depreciação e amortização e pelo ajuste da base tributável após a valorização do real frente ao dólar. A produção média anual atingiu nível recorde de 106,4 mil barris por dia, com vendas de 37,8 mi de barris no ano, enquanto o lifting cost (custo operacional por barril) fechou o 4T25 em US$ 12,5 por barril.
Por campo, Peregrino respondeu por 32,5% da receita anual e Frade por 30%, seguido de Albacora Leste com 25% e do cluster Polvo e TBMT com 12,4%. No 4T25, a produção média diária foi de 56,4 mil barris em Peregrino (participação PRIO), 31,6 kbpd em Frade, 25,2 mil barris em Albacora Leste (participação PRIO) e 14,8 mil barris no cluster Polvo e TBMT, refletindo retomadas operacionais, novas perfurações e melhorias de eficiência, especialmente após o closing da aquisição de 40% adicionais e da operação de Peregrino em 11 de novembro de 2025.
No campo financeiro, o resultado operacional ex-IFRS 16 somou US$ 1,5 bi em 2025, enquanto o resultado financeiro ex-IFRS 16 foi negativo em US$ 339 mi, em linha com a maior posição de dívida. No 4T25, a companhia emitiu bonds (títulos de dívida no exterior) de US$ 700 mi em Senior Notes a 5 anos com taxa de 6,75% ao ano e realizou Tender Offer de suas Senior Secured Notes com vencimento em junho de 2026, recomprando US$ 431,267 mi, o que levou o custo médio da dívida no trimestre a 6,36% e duration de 2,98 anos.
A PRIO destacou ainda a nova certificação de reservas elaborada pela DeGolyer & MacNaughton com data-base de 1º de janeiro de 2026, incluindo Frade, Wahoo, Polvo e TBMT, Albacora Leste e Peregrino, e informou avanços em projetos como o desenvolvimento de Wahoo, em fase final de comissionamento com expectativa de primeiro óleo nos próximos dias, e a continuidade de iniciativas de redução de custos e otimização operacional em Peregrino ao longo de 2026.







