Na segunda-feira, 9 de março de 2026, a Cosan (CSAN3) divulgou que registrou prejuízo líquido de R$ 5,8 bi no quarto trimestre de 2025 (4T25), queda de 38% em relação ao prejuízo de R$ 9,3 bi do 4T24. No ano de 2025, o prejuízo somou R$ 9,7 bi, variação de 3% frente a 2024, majoritariamente explicado pelo resultado negativo da Raízen, que respondeu por R$ 7,6 bi do valor anual.
Segundo a companhia, o desempenho do 4T25 foi impactado principalmente por efeitos pontuais e sem efeito caixa de impairment (perda por redução ao valor recuperável) de determinados ativos da Raízen, decorrentes da aplicação de procedimentos contábeis ligados à incerteza significativa sobre sua continuidade operacional (going concern) diante do desequilíbrio de sua estrutura de capital. Em 2024, o resultado também havia sido afetado pelo impairment das ações da Vale e pela baixa de provisão de IR e CSLL diferidos.
O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado sob gestão do portfólio da Cosan somou R$ 7,8 bi no 4T25, queda de 3% na comparação anual, e atingiu R$ 26,5 bi em 2025, recuo de 15% sobre 2024. No trimestre, os destaques foram Rumo, com EBITDA ajustado de R$ 1,8 bi (+8% vs 4T24), Compass, com R$ 1,1 bi (-25%), Moove com R$ 292 mi (-2%), Radar com R$ 1,4 bi (-6%) e Raízen com R$ 3,2 bi (-2%).
No 4T25, a dívida bruta expandida do Cosan Corporativo ficou em R$ 25,7 bi, queda de R$ 2,1 bi em 12 meses, enquanto o caixa, equivalentes e títulos somou R$ 16,0 bi, alta de R$ 11,6 bi na mesma base. Com isso, a dívida líquida expandida recuou 58% em um ano, passando de R$ 23,5 bi no 4T24 para R$ 9,8 bi no fim de 2025, movimento associado às ofertas públicas de ações, à alienação parcial de ações da Rumo com total return swap e ao impacto positivo da variação cambial sobre bonds.
Considerando todo o grupo, a dívida líquida usada para o cálculo de alavancagem chegou a R$ 61,8 bi ao fim de 2025, com alavancagem pro forma de 3,1 vezes o EBITDA ajustado dos últimos 12 meses, ante 2,9 vezes em 2024. O índice de cobertura do serviço da dívida da Cosan Corporativo ficou em 0,9 vez nos últimos 12 meses, abaixo de 1,1 vez no mesmo período do ano anterior, refletindo menor volume de dividendos e Juros sobre Capital Próprio (JCP) recebidos.







