A Eneva (ENEV3) registrou lucro líquido de R$ 1,1576 bi no ano de 2025, frente aos R$ 42 mi apurados em 2024. No quarto trimestre de 2025 (4T25), o lucro líquido atribuível à companhia foi de R$ 57 mi. O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) consolidado alcançou R$ 1,4877 bi no 4T25 e R$ 6,5068 bi em 2025, impulsionado pelo desempenho operacional e pela materialização de novas frentes de crescimento.
Em 2025, a receita operacional líquida totalizou R$ 18,4161 bi, aumento de 61,7% em relação a 2024, enquanto no 4T25 somou R$ 6,0505 bi, alta de 24,5% na comparação anual. A margem EBITDA do consolidado foi de 35,3% em 2025, contra 34,3% em 2024. Os investimentos por competência atingiram R$ 6,1117 bi no ano e R$ 2,0834 bi no 4T25.
O resultado do período refletiu, entre outros fatores, a contribuição integral em 2025 dos ativos de geração térmica a gás adquiridos no 4T24, que adicionaram R$ 1,5059 bi ao EBITDA do ano e R$ 142,8 mi no 4T25, o avanço do segmento de comercialização de gás off-grid, com EBITDA de R$ 274,3 mi em 2025 e R$ 73,4 mi no 4T25, além do aumento de R$ 520,8 mi no EBITDA do Hub Sergipe em 2025 e de R$ 38,5 mi no trimestre. O EBITDA consolidado também foi beneficiado pelo início de contratos regulados das UTEs Parnaíba VI, Parnaíba IV, Geramar I e II e Viana ao longo de 2025.
A dívida líquida consolidada encerrou 2025 em R$ 17 bi, ante R$ 13,5 bi no fim de 2024, resultando em alavancagem de 2,61 vezes o EBITDA dos últimos 12 meses, contra 2,42 vezes um ano antes. O fluxo de caixa operacional somou R$ 5,6698 bi em 2025, crescimento de 26,6% na comparação anual, enquanto o caixa consolidado fechou o 4T25 em R$ 2,6509 bi.
Entre os eventos posteriores ao trimestre, a Eneva destacou a conclusão da 14ª emissão de debêntures, com captação de R$ 2,4 bi em duas séries atreladas ao IPCA, voltadas ao projeto Azulão 950, e o recebimento de R$ 293,1 mi decorrentes de acordo com fornecedores. A companhia também informou novo relatório de certificação de reservas da Bacia do Parnaíba em 31/12/2025, com índice de reposição de reservas de 111%, e a publicação dos preços teto do Leilão de Reserva de Capacidade de 2026, previsto para 18 de março de 2026.







