A Companhia Brasileira de Alumínio (CBAV3) registrou prejuízo de R$ 164 mi no quarto trimestre de 2025 (4T25), frente a prejuízo de R$ 56 mi no 4T24 e lucro de R$ 131 mi no 3T25. A receita líquida consolidada somou R$ 2,2 bi no 4T25, queda de 4% em relação ao mesmo período de 2024 e de 3% na comparação com o trimestre anterior.

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No negócio de alumínio, a receita líquida foi de R$ 2,1 bi, recuo de 5% ante o 4T24 e de 2% frente ao 3T25, influenciada principalmente pela realização de hedge accounting no trimestre. O volume de vendas de alumínio atingiu 128 mil toneladas, alta de 2% em relação ao 4T24 e queda de 3% na comparação com o 3T25, com destaque para primários, que cresceram 8% em 12 meses, chegando a 71 mil toneladas.

O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado foi de R$ 257 mi no 4T25, baixa de 47% frente ao 4T24, mas crescimento de 10% ante o 3T25, com margem EBITDA ajustada de 12%, contra 21% e 10% nos mesmos comparativos. Ao excluir o efeito da reclassificação contábil de R$ 64 mi de CAPEX para OPEX, o EBITDA ajustado pro forma alcançou R$ 321 mi, com margem de 15%.

O resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 153 mi no trimestre, melhorando R$ 264 mi em relação ao 4T24, principalmente pela apreciação do real frente ao dólar quando comparado ao mesmo período do ano anterior. A Companhia reportou capital de giro positivo em R$ 309 mi no 4T25, puxado pela redução de estoques, menor saldo de contas a receber e efeitos do programa de risco sacado.

Em 31 de dezembro de 2025, a dívida líquida da CBA somava R$ 3,3 bi, estável em relação a setembro de 2025, enquanto a alavancagem, medida pela relação dívida líquida sobre EBITDA ajustado dos últimos 12 meses, atingiu 2,97x, acima das 2,45x registradas no 3T25. Em janeiro de 2026, a companhia firmou novo contrato com o BNDES de R$ 716 mi para financiar projetos, com vencimento final em fevereiro de 2046.

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Companhia Brasileira de Alumínio - CBACBAV3