Na quarta-feira, 4 de março de 2026, a Auren Energia (AURE3) divulgou que encerrou o ano de 2025 com EBITDA Ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) recorde de R$ 4,0 bi. No 4T25, o EBITDA Ajustado foi de R$ 1,0 bi, crescimento de 13% em relação ao 4T24, apoiado principalmente pelo ajuste de inflação nos contratos de venda de energia, pela cessão de contrato de longo prazo da comercialização para a geração e por ganhos líquidos com modulação, apesar dos efeitos negativos de GSF e curtailment.
No comparativo anual, a receita líquida consolidada passou de R$ 11,25 bi em 2024 para R$ 13,18 bi em 2025, alta de 17%. A receita de geração avançou de R$ 6,09 bi para R$ 6,56 bi, enquanto a receita de comercialização subiu de R$ 5,16 bi para R$ 6,62 bi. No 4T25, a receita líquida consolidada atingiu R$ 3,80 bi, 6% acima dos R$ 3,60 bi do 4T24.
A companhia informou que, excluindo o efeito do reconhecimento da indenização dos Investimentos Prudentes de CESP, de R$ 143 mi, o EBITDA Ajustado teria sido 3% menor entre os períodos. Em 2025, os dividendos das participações minoritárias em hidrelétricas somaram R$ 364 mi, frente a R$ 202 mi em 2024, enquanto no 4T25 esses dividendos foram de R$ 130 mi.
Desde a aquisição da AES Brasil, concluída em outubro de 2024, a Auren reportou captura de sinergias recorrentes em PMSO (despesas com pessoal, materiais, serviços de terceiros e outras) de R$ 279 mi, superando os R$ 250 mi indicados anteriormente e mais que dobrando o valor de R$ 120 mi anunciado no momento da transação. Em 2025, houve redução de R$ 66 mi no PMSO em relação ao proforma de 2024, já considerando efeitos de inflação e novos projetos, e a companhia iniciou em dezembro a implementação de Orçamento Base Zero para buscar novas eficiências em 2026.
Na frente financeira, a Auren registrou dívida líquida de R$ 19,2 bi em dezembro de 2025, com alavancagem de 4,8 vezes o EBITDA Ajustado, ante 5,7 vezes em dezembro de 2024. A empresa destacou que ao longo de 2025 executou sua estratégia de gestão de passivos, reduzindo o custo da dívida atrelado ao CDI para CDI menos 2,8% em dezembro de 2025, queda de 210 pontos-base em relação a dezembro de 2024, com prazo médio da dívida em torno de sete anos e posição de caixa que cobre mais de três anos de amortizações previstas.







