Na quarta-feira, 4 de março de 2026, a RaiaDrogasil (RADL3) divulgou apresentação de resultados referentes ao ano de 2025 e ao 4T25. A companhia reportou lucro líquido ajustado de R$ 1,3 bi em 2025, com margem de 2,8%, e lucro líquido ajustado de R$ 361,7 mi no 4T25, também com margem de 2,8%.
A receita bruta consolidada atingiu R$ 47,6 bi em 2025, crescimento de 13,9% em relação a 2024, enquanto no 4T25 somou R$ 13,0 bi, alta de 19,8% na comparação anual. No varejo, a receita bruta foi de R$ 44,4 bi no ano, avanço de R$ 5,9 bi e de 15,6%, e cresceu 22,3% no 4T25, com crescimento de lojas maduras de 14,5% acima do reajuste da CMED.
O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado consolidado somou R$ 3,4 bi em 2025, aumento de 12,8% sobre 2024, com margem de 7,1%. No 4T25, o EBITDA ajustado foi de R$ 936,4 mi, margem de 7,2%, enquanto o varejo, excluída a operação da 4Bio, registrou EBITDA ajustado de R$ 924,3 mi no trimestre, alta de 41,2% frente ao 4T24 e margem de 7,6%.
A empresa encerrou 2025 com 3.547 farmácias em operação, após 330 aberturas e 13 encerramentos no ano, 52 milhões de clientes ativos em 12 meses e 440 milhões de atendimentos, com NPS 91. A participação de mercado nacional no 4T25 foi de 19,5%, aumento de 1,7 ponto percentual em relação ao 4T24, e a receita digital alcançou R$ 11,3 bi em 2025, crescimento de 59,3%, representando 29,3% da receita bruta do varejo no 4T25.
A margem bruta consolidada de 2025 ficou em 27,2%, 0,5 ponto percentual abaixo de 2024, e as despesas com vendas representaram 17,5% da receita bruta, enquanto as despesas gerais e administrativas corresponderam a 2,6%. A dívida líquida ajustada encerrou o 4T25 em R$ 4,17 bi, equivalente a 1,2 vez o EBITDA ajustado dos últimos 12 meses, e o fluxo de caixa livre do ano foi positivo em R$ 197,7 mi.
A companhia também apresentou dados da operação 4Bio, cuja venda está em andamento, com monetização estimada de cerca de R$ 700 mi, múltiplo "all-in" de 9,7 vezes e taxa interna de retorno nominal estimada de 17%, sujeita à aprovação do CADE e de assembleia da Profarma.







