A Kepler Weber (KEPL3) informou nesta terça-feira, 3 de março de 2026, que recebeu correspondência da gestora TRÍGONO CAPITAL LTDA., com sede em São Paulo, trazendo esclarecimentos sobre menções à Trígono e ao seu CIO, Werner Roger, feitas em Fatos Relevantes divulgados pela companhia em 2 e 3 de março de 2026.
Na carta, a Trígono relata que, em 27 de fevereiro de 2026, às 18h33, respondeu à GPT, por meio de seu representante Eric Baroyan, informando de forma inequívoca que não pode assumir compromisso prévio quanto à orientação de voto em eventual Assembleia Geral Extraordinária (AGE), qualquer que seja a natureza das matérias a serem deliberadas.
Segundo a gestora, essa posição decorre de seus deveres fiduciários perante os cotistas dos fundos que administra, que exigem análise técnica, individualizada e tempestiva de cada tema da ordem do dia para definir a orientação de voto mais adequada aos interesses de cada veículo de investimento.
A Trígono afirma ainda que, diante de eventuais propostas de convocação de AGE, se reserva o direito de avaliar oportunamente o teor específico de cada matéria e decidir, de forma segregada, a orientação de voto aplicável a cada fundo, conforme suas políticas internas e deveres fiduciários.
No documento, a gestora registra estranheza com comunicação da GPT à Kepler Weber, qualificada como “Proposta Final”, que mencionava aguardar manifestação da Trígono sobre sua orientação de voto, argumentando que, desde 27 de fevereiro, a GPT já tinha ciência da posição formal da gestora. A Trígono informa também que, em 2 de março de 2026, às 18h20, enviou nova correspondência à GPT reiterando integralmente essa posição e diz considerar necessário dar conhecimento ao mercado de que a eficácia da “Proposta Final” estaria vinculada a condição cujo teor já era de prévio e inequívoco conhecimento da GPT.







