O Banco BMG (BMGB4) registrou lucro líquido recorrente de R$ 561 mi em 2025, com retorno sobre o patrimônio médio (ROAE) de 14,4% ao ano, ante 10,7% em 2024 e 5,2% em 2023, segundo apresentação de resultados do 4T25 divulgada nesta quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026.

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A margem financeira, que considera receitas de operações de crédito, valores mobiliários e serviços menos despesas de captação, alcançou R$ 5,6 bi em 2025, com rentabilidade de 16,5% ao ano, frente R$ 5,5 bi e 16,2% em 2024. A margem após o custo do crédito, que inclui despesas de provisão para devedores duvidosos (PDD) e comissões, somou R$ 3,4 bi em 2025, com 9,9% ao ano, ante R$ 3,1 bi e 9,2% em 2024.

A carteira de crédito totalizou R$ 23,2 bi no fim de 2025, contra R$ 26,3 bi no 4T24, com maior participação de empréstimo consignado, cartões consignados e crédito pessoal, e redução em antecipação de FGTS e crédito no exterior. A inadimplência acima de 90 dias recuou de 4,4% da carteira no 4T24 para 3,5% no 4T25, enquanto a carteira em estágio 3 passou de R$ 2,288 bi (8,7% da carteira) em janeiro de 2025 para R$ 1,386 bi (6,0%) no 4T25, com índice de cobertura de 197% ao fim do ano.

No segmento de seguros, o Bmg Seguro somou lucro líquido de R$ 43 mi no 4T25, dividido entre Bmg Seguradora e Bmg Corretora, com 9,3 milhões de apólices ativas. Em 2025, a Bmg Corretora comercializou R$ 1,0 bi em prêmios, alta de 6% sobre 2024, enquanto a Bmg Seguradora emitiu R$ 417 mi em prêmios, crescimento de 17% ano a ano.

A base de captação atingiu R$ 33,3 bi no 4T25, com participação de 38% de recursos institucionais, ante 29% no 4T24, e índices de liquidez de curto prazo (LCR) de 627% e de longo prazo (NSFR) de 127%. O índice de Basileia encerrou 2025 em 13,2%, com capital nível 1 também em 13,2%, e o banco informou previsão de aumento de capital de até R$ 214 mi em março de 2026, sendo R$ 156 mi já comprometidos pelos acionistas controladores, para mitigar o impacto da Resolução 4.966 e sustentar o crescimento das operações.

As despesas de pessoal, administrativas e operacionais somaram R$ 2,375 bi em 2025, frente R$ 2,248 bi em 2024, com índice de eficiência de 54,2% no ano, ante 52,8% em 2024. O custo médio mensal para servir o cliente ficou em R$ 28 em 2025, com base em uma quantidade média de 10 milhões de clientes, frente R$ 26 com 10,5 milhões em 2024.

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