Na quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026, a ENGIE Brasil Energia (EGIE3) divulgou que registrou lucro líquido ajustado de R$ 2,845 bi no ano de 2025, recuo de 15,6% em relação a 2024. No mesmo período, a receita operacional líquida somou R$ 12,860 bi, alta de 14,6%, e o Ebitda ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu R$ 7,640 bi, crescimento de 3,7%.

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Em 2025, o lucro líquido contábil foi de R$ 2,858 bi, queda de 33,6% frente a 2024. A margem Ebitda ajustada sobre a receita operacional líquida passou de 65,7% em 2024 para 59,4% em 2025. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) ajustado ficou em 20,4%, ante 27,4% no ano anterior, enquanto o retorno sobre o capital investido (ROIC) ajustado foi de 13,8%, contra 17,2% em 2024.

A companhia informou que a dívida líquida encerrou 2025 em R$ 25,514 bi, aumento de 26,8% sobre o fim de 2024. O preço médio dos contratos de venda de energia, líquido de tributos sobre a receita e das operações de trading, foi de R$ 213,18/MWh no ano, queda de 3,4% em relação a 2024, enquanto a energia vendida atingiu 4.559 MW médios, avanço de 11,0% no comparativo anual.

No campo operacional, a ENGIE Brasil Energia destacou a entrada em plena operação comercial do Conjunto Eólico Serra do Assuruá, na Bahia, com 846 MW de capacidade instalada distribuídos em 188 aerogeradores, e o início da operação comercial do primeiro trecho do Sistema de Transmissão Asa Branca, na Bahia, com 334 km e 33% da Receita Anual Permitida (RAP) total do projeto. A companhia também adquiriu as usinas hidrelétricas Santo Antônio do Jari e Cachoeira Caldeirão, que adicionaram 612 MW ao portfólio, que passou a totalizar 12,4 GW de capacidade instalada operada.

Entre os eventos subsequentes, a empresa informou que o Conjunto Fotovoltaico Assú Sol, no Rio Grande do Norte, alcançou operação comercial plena em fevereiro de 2026, adicionando 753 MWac ao portfólio. O conselho de administração aprovou ainda proposta de distribuição de dividendos obrigatórios e complementares de R$ 557,8 mi, equivalentes a R$ 0,48828975686 por ação, a serem ratificados na próxima Assembleia Geral Ordinária, que definirá as condições de pagamento.

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