A Raízen (RAIZ4) registrou prejuízo líquido de R$ 15,6 bi no 3T 25'26, impactado por provisões sem efeito caixa de R$ 11,1 bi relacionadas à desvalorização de ativos (impairment). A receita líquida foi de R$ 60,4 bi, queda de 9,7% na comparação anual. O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) Ajustado somou R$ 3,2 bi, recuo de 3,3%.

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Sem os efeitos não recorrentes, o prejuízo do trimestre teria sido de R$ 4,5 bi. No segmento de EAB, o EBITDA Ajustado foi de R$ 1,2 bi (-33,6%), com menor volume de etanol, preços mais baixos de açúcar e menores ganhos associados a contratos de energia. Em Distribuição de Combustíveis Brasil, o EBITDA Ajustado avançou 50,5%, para R$ 1,6 bi; na Argentina, ficou em US$ 108,4 mi (-1,0% ano a ano).

A dívida líquida atingiu R$ 55,3 bi, com alavancagem de 5,3x o EBITDA Ajustado dos últimos 12 meses. O caixa e equivalentes totalizou R$ 17,3 bi, com mais de 90% de liquidez imediata.

Nos financiamentos, a companhia emitiu US$ 750 mi em títulos de dívida com prazo de 7 anos e debêntures (títulos de dívida) de R$ 850 mi para substituição de operações de capital de giro mais curtas. A administração selecionou assessores financeiros e legais para avaliar alternativas estruturais, e os controladores se comprometeram a contribuir capital em uma solução consensual. As provisões de impairment podem ser revertidas se cessar a incerteza significativa quanto à continuidade operacional.

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