A São Martinho (SMTO3) registrou lucro líquido de R$ 424,1 mi no 3T26, alta de 168,5% em relação ao 3T25. A receita líquida foi de R$ 1,6 bi (-13,6%) e o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado somou R$ 787,1 mi, com margem de 49,4% (-8,0 p.p.).

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Segundo a companhia, a receita menor no 3T26 decorreu do menor volume vendido de etanol, por estratégia de alocação para o quarto trimestre, e de menores preços e volumes de CBIOs, parcialmente compensados por energia elétrica (+6,2%), levedura (+97,0%) e DDGS (+7,4%). O lucro foi influenciado pelo reconhecimento de créditos de subvenção e pela marcação a mercado de contratos de swap atrelados ao CDI, parcialmente compensados pela variação negativa dos ativos biológicos com a queda do preço do açúcar e impacto no Consecana.

O resultado financeiro caixa foi uma despesa de R$ 102,2 mi no 3T26 (-23,1% vs. 3T25). A dívida líquida alcançou R$ 5,8 bi em 31 de dezembro de 2025, impulsionada por novas captações, principalmente emissão de debêntures (títulos de dívida) e Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs).

Nas linhas de produtos, a receita de açúcar totalizou R$ 784,9 mi no 3T26 (+3,3% vs. 3T25), apoiada por maior volume vendido (+11,8%). No etanol, a receita foi de R$ 620,7 mi (-33,1%), refletindo menor volume comercializado (-38,8%) e preço médio maior (+9,4%).

A companhia agendou teleconferência de resultados para 10 de fevereiro de 2026, às 15h (horário de Brasília) e 13h (Nova York).

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