Na Citi Commodities Conference, a Boa Safra Sementes (SOJA3) apresentou o “novo ciclo” ancorado em eficiência, capital e rentabilidade após encerrar a fase 2020–2025 de expansão: capacidade instalada projetada em 280 mil big bags para 2025, rede com 16 unidades (11 UBS e 5 CDs) e portfólio ampliado para 6 culturas e 173 cultivares. No eixo financeiro, a Receita Operacional Bruta do controlador saiu de R$ 625 mi (2020) para R$ 2.133 mi (2023), somando R$ 1.903 mi em 2024 e R$ 1.427 mi em 9M25; no consolidado, a margem do EBITDA Ajustado foi de 9,96% em 2024 e 6,89% em 9M25, com alavancagem de 0,34x em 30/09/2025.

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Este anúncio consolida a virada de foco iniciada com a reestruturação executiva anunciada em 17 de dezembro de 2025, quando a companhia optou por uma diretoria mais enxuta para acelerar decisões e reforçar disciplina de custos. Diferentemente do ciclo anterior, marcado por expansão de capacidade, rede e portfólio, o novo capítulo privilegia extração de eficiência operacional: armazéns refrigerados e padronização de beneficiamento, adoção do TSI Completo, manutenção da taxa de germinação em 94–95% e avanço das “Novas Tecnologias” de 2% (2021) para 22% (2024). A área contratada cresceu de 80 mil ha (2021) para 274 mil ha (2025), com 302 mil ha projetados para 2026, criando base para diluição de custos e melhor aproveitamento da capacidade instalada.

No eixo capital, a empresa combinou funding e retorno: duas emissões de CRA de R$ 500 mi cada, reforço de capital de giro via FIAGRO (SNAG11) e alavancagem contida. Esse desenho dá continuidade ao uso de instrumentos que equilibram liquidez e remuneração ao investidor, materializado nos JCP de R$ 40 milhões e bonificação aprovados em dezembro de 2025. Com dívida líquida/EBITDA de 0,34x, a Boa Safra entra no novo ciclo com flexibilidade para otimizar o mix entre crescimento rentável, recompras e proventos, convertendo a expansão 2020–2025 (280 mil big bags, 16 unidades) em geração consistente de caixa.

Para monitorar a execução, os vetores-chave serão: recuperação da margem EBITDA em 2026, giro e qualidade do capital de giro, utilização da capacidade instalada, evolução do mix de cultivares e da participação de tecnologias embarcadas, além do avanço do market share de 8,0% (2025). Se bem-sucedido, este marco representa a conclusão da fase de investimento pesado e o início da “colheita” de eficiência e rentabilidade, sustentada por portfólio diversificado, aquisições (Bestway Seeds, DaSoja), a joint venture SBS Green Seeds e a marca Elite Seeds.

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