A Boa Safra Sementes (SOJA3) aprovou a distribuição de juros sobre capital próprio (JCP) de R$ 40 milhões, equivalentes a R$ 0,29735279297 por ação, a serem imputados ao dividendo obrigatório de 2025, ad referendum da AGO que apreciará as contas do exercício a encerrar em 31/12/2025, com base nas demonstrações de 31/12/2024. No mesmo ato, aprovou aumento de capital por bonificação de 6.580.544 ações, total de R$ 65.279.000, na proporção de 0,04862872997 por ação na data de corte, via capitalização de reservas registradas em 31/12/2024. As novas ações são ordinárias, nominativas, escriturais e sem valor nominal, e o aumento ocorre dentro do capital autorizado. Segundo a companhia, detalhes operacionais constam no Aviso aos Acionistas divulgado nesta data.
Este movimento dá continuidade à estratégia de retorno ao acionista e à disciplina de alocação de capital, reforçando o uso combinado de instrumentos. A sinalização já vinha do quarto programa de recompra aprovado em 14 de novembro de 2025, lastreado em reservas de lucros, que amplia o potencial de retorno por ação ao reduzir a base de ações em circulação (ações em tesouraria não fazem jus a JCP/dividendos). Agora, a bonificação eleva o capital social sem saída de caixa e preserva flexibilidade, enquanto o JCP materializa a distribuição a partir de resultados e reservas acumuladas no ciclo, compondo um mix que permite dosar retorno imediato e manutenção de liquidez para execução comercial.
Do ponto de vista operacional, a decisão se sustenta em um pano de fundo de crescimento e robustez financeira, com maior folga de caixa e diversificação de receitas por novas culturas, o que reduz a dependência da soja e suaviza o ciclo. Além disso, a gestão vinha indicando o 4T25 como período estratégico, com expectativa de embarques intensos acompanhando o avanço do plantio, elemento que tende a sustentar geração de caixa e previsibilidade para sustentar o calendário de proventos. Esse contexto foi evidenciado nos resultados do 3T25, com recorde de faturamento, caixa de R$ 1,2 bi e dívida líquida de R$ 75 mi, reforçando a coerência entre desempenho, recompras, JCP e bonificação anunciados.







