Nesta segunda-feira, 19 de janeiro de 2026, a Ambipar comunicou a substituição na Diretoria de Relações com Investidores (RI): sai Ricardo Rosanova Garcia e entra Renato Ferreira dos Santos. A troca, feita nos termos do Novo Mercado, ocorre com a companhia em recuperação judicial e reforça o esforço de estabilizar governança, disclosure e diálogo com o mercado. A decisão alinha-se com a reestruturação iniciada e com a reorganização de funções críticas de reporte e controles descrita no plano de reestruturação de governança e gestão de riscos detalhado em 01/12, quando a empresa redesenhou responsabilidades, enxugou a liderança financeira e estabeleceu um cronograma até fevereiro de 2026.

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Ao situar o RI no centro da recomposição de confiança, a administração sinaliza foco em previsibilidade informacional, resposta a ofícios regulatórios e coordenação com credores. Em processos de reestruturação, o RI é a principal interface para equalizar expectativas sobre liquidez, cronograma de auditorias, calendário de divulgação e etapas decisórias, da negociação com classes de credores à realização de assembleias. A nomeação tende a alinhar narrativa, métricas e marcos operacionais, reduzindo ruído e assimetria, especialmente em momentos de sensibilidade para a base acionária e para a formação de preço. Esse papel é peça‑chave para explicar premissas, gatilhos e condicionantes do plano de recuperação judicial protocolado em 19/12, conectando execução operacional à governança exigida pelo juízo e ao relacionamento com stakeholders.

No eixo de mercado de capitais, a qualidade e constância do disclosure serão determinantes para a Ambipar navegar exigências da B3 e recompor liquidez ao longo do cronograma regulatório. A nova liderança de RI deverá conduzir a comunicação de eventuais medidas societárias, ajustes de capital e marcos do plano, além de endereçar dúvidas de investidores institucionais e pessoas físicas. Esse papel ganha ainda mais peso diante do histórico recente de descumprimento do piso de preço e das alternativas técnicas consideradas para reenquadramento, conforme a notificação da B3 sobre o patamar mínimo de cotação e avaliação de grupamento em 19/12. Em conjunto, a mudança de RI consolida a trajetória de reforço de governança e transparência iniciada no fim de 2025 e sustenta a narrativa de continuidade operacional enquanto avança a reestruturação.

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