A prévia operacional do 4T25 da Trisul confirma a aceleração sequencial: vendas brutas de R$ 724,5 mi no trimestre (-6,5% a/a; +58,9% t/t), vendas líquidas de R$ 673,6 mi, VSO em VGV de 18,4% (vs. 13,0% no 3T25 e 29,6% no 4T24) e VGV anual recorde de R$ 2,871 bi. Com dois lançamentos no trimestre — Quarten Ibirapuera (alto padrão) e ELEV Butantã (MCMV), somando R$ 930 mi — a companhia reforça a execução bimodal que sustenta escala com margens. Este desempenho consolida a ambição de lançamentos e monetização de estoque sinalizada no 2º semestre, em linha com a estratégia de capital que combinou dividendos de R$ 100 milhões e a elevação do teto do guidance para lançamentos a até R$ 2,9 bi.
Além do recorde anual, o landbank de R$ 4,6 bi (57% MCMV e 43% MAP) confere previsibilidade ao pipeline e dilui riscos entre faixas de renda. A queda a/a do VSO no trimestre reflete uma base forte de 4T24, mas a recomposição t/t sugere retomada de velocidade de vendas; as 1.261 unidades entregues em 2025, incluindo The Collection e Valen Capote Valente, ajudam a liberar caixa e preparar novas fases. A política de iniciar pagamento de terrenos somente após atingir área mínima mantém disciplina financeira e preserva margens em obras. Do lado do balanço, a execução de 2025 foi suportada por medidas que reforçaram o patrimônio sem consumo de caixa, criando lastro para um ciclo de lançamentos mais intenso e para o cronograma de obras em 2026. Esse pilar ficou claro na bonificação e capitalização aprovadas em dezembro, que ampliaram a base de capital e alinharam a estrutura financeira ao aumento de escala. Com funding casado e mix MAP/MCMV, a Trisul equilibra margens e giro: o alto padrão sustenta rentabilidade, enquanto MCMV acelera volume e VSO, como ilustra o lançamento do ELEV Butantã na Zona Oeste de São Paulo. À medida que a companhia entra em 2026 com calendário de resultados definido (05/03 e 06/03), o investidor deverá monitorar a conversão da maior atividade comercial em margem bruta e geração de caixa, bem como a cadência de lançamentos frente ao landbank on e off balance — especialmente porque a prévia é preliminar e sujeita à revisão.
No eixo de governança, a continuidade estratégica é um ponto-chave para sustentar a execução. O rito estatutário de substituição e a atuação do board em temas de capital, funding e calendário de lançamentos sinalizam estabilidade da agenda corporativa, conforme registrado no rito de governança e recomposição do Conselho após o falecimento de membro em dezembro. Em síntese, a prévia do 4T25 reforça a narrativa de escala com disciplina: guidance mais ambicioso, capital fortalecido, execução bimodal e pipeline visível, com foco em preservar liquidez, monetizar estoque e manter o VSO em trajetória de recuperação.







