A Automob (AMOB3) divulgou a prévia operacional do 4T25 e de 2025 indicando aceleração seletiva e preparação para captura de valor em 2026: vendas de leves novos +4,6% a/a (12.860 unidades no 4T25), seminovos +15,3% a/a, e forte alta de 45,8% a/a em caminhões e ônibus. O volume por PDV foi de 33 no 4T25 (+7,4% a/a; -10,0% t/t vs. 3T25), enquanto o índice Seminovos/Novos atingiu 0,7x em 2025 (0,6x no 4T25). A rede encerrou o ano com 197 lojas e 38 montadoras após a entrada da Leapmotor, e a receita bruta avançou 6,9% a/a no 4T25 e 6,6% em 2025, com desempenho acima do mercado em leves (+3,6 p.p.) e em pesados (+56,1 p.p.). O capex líquido caiu 49,6% a/a (R$ 32 mi), refletindo menor ritmo de aberturas e reformas, em linha com a modernização da rede e conclusão prevista para o 4T25, com captura de valor a partir de 2026.
Este resultado consolida a transição da expansão física para a extração de produtividade: a companhia sinaliza que 2026 será dedicado a sinergias, integração de processos e lançamentos, com foco em monetização por PDV e mix rentável. Ao comparar metas e entregas, o atual patamar de 33 veículos leves/PDV no 4T25 e o índice Seminovos/Novos de 0,7x funcionam como marcos intermediários rumo ao balizamento de médio prazo. O ganho expressivo em pesados, por sua vez, conversa com a reabilitação desse eixo na tese, enquanto seminovos e serviços sustentam giro e diluição de despesas. Essa leitura se ancora no guidance 2027 que baliza 37 veículos leves/PDV e Seminovos/Novos em 1,0x, além de sete alavancas de eficiência (incluindo melhora em pesados, F&I, pós-vendas e sinergias) que devem sustentar margem e geração de caixa.
Vale notar que a prévia é preliminar e não auditada, reforçando a importância do arcabouço de governança e comunicação para ancorar expectativas até a divulgação dos números finais. A estratégia de dar visibilidade a metas e à travessia operacional foi institucionalizada ao longo de 2025 e ganhou rito em eventos públicos, o que facilita o acompanhamento de KPIs como produtividade por PDV, mix e capex. Nesse sentido, a companhia vem executando o roteiro traçado no Investor Day que estruturou os pilares para monetização de pós‑vendas, F&I e otimização de estoques, conectando a modernização concluída ao ciclo de rentabilidade esperado para 2026–2027.







