No Automob Day desta quinta-feira (27/11/2025), a Automob apresentou um retrato de escala e execução: receita bruta de R$ 12,6 bi e EBITDA ajustado de R$ 536 mi nos últimos 12 meses até o 3T25, 197 lojas em 12 estados, 38 marcas, mais de 5.700 colaboradores e 163 mil unidades vendidas. O crescimento da receita 20x em cinco anos (de R$ 0,6 bi em 2020 para R$ 12,6 bi) veio com R$ 6,0 bi orgânicos. A modernização da rede somou capex líquido de R$ 540 mi em dois anos (33 aberturas, 75 reformas, 53 retrofits e 7 mudanças de ponto), com 14 reformas e 4 novas lojas em andamento, conclusão prevista no 4T25 e início de captura de valor em 2026. Esses KPIs reforçam a virada de escala com foco em rentabilidade e eficiência, em linha com o guidance para 2027 (receita líquida de R$ 16,3 bi e EBITDA de R$ 980 mi, ancorado em sete alavancas de eficiência e monetização).

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Operacionalmente, a companhia sinaliza densificação de produtividade por ponto de venda: a venda média mensal de leves subiu 11% entre 9M24 e 9M25 (de 48 para 53 unidades), puxada por seminovos (+23%) e por maior monetização de serviços (F&I e pós-vendas), alavancas que ajudam a diluir despesas fixas e elevar o giro de ativos. A curva de maturidade das lojas indica margens EBITDA de 2,4% (0–2 anos), 4,8% (2–5 anos) e 7,8% (5+). O mix também se sofisticou: Marcas Premium e luxo somaram 64% da receita bruta apresentada em leves, enquanto pesados representaram 19%. Essa combinação endereça vulnerabilidades recentes do portfólio e contrasta com o resultado do 3T25 com impairment nos pesados, pressão financeira e alavancagem de 3,6x, quando a empresa iniciou a correção de rota com geração de caixa livre e redução de estoques.

Além dos números, o Automob Day enfatizou governança: Conselho de Administração atuante e comitês (Auditoria não estatutário, Financeiro e Ética & Conformidade), além de cerca de 300 gerentes com média de sete anos de experiência no setor. Essa institucionalização do processo decisório e da comunicação sustenta a execução do plano, melhora a previsibilidade e reduz ruídos em ciclos de transformação. O movimento dá continuidade à previsibilidade regulatória evidenciada na reapresentação do BVD da AGE em 14/10/2025, que reforçou disciplina regulatória e previsibilidade. Por fim, a companhia ressalta que parte das informações exibidas são adicionais e não auditadas, devendo ser interpretadas de forma independente — sinal de prudência ao ancorar expectativas para a transição operacional que mira a captura de valor entre 2026 e 2027.

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