A atualização institucional da Plano & Plano traz uma fotografia de escala e execução: R$ 5,982 bi em lançamentos no UDM ao 3T25, receita líquida de R$ 2,878 bi, landbank de R$ 34,6 bi (94% do VGV potencial e dos terrenos na cidade de São Paulo), 134 mil potenciais unidades e 5,6 mi m² de área potencial. O crescimento recente combina CAGR 2022–2025 de 43,5% em lançamentos e 36,7% em vendas líquidas, VSO de 52,3% em dez/25 e estoque de R$ 3,896 bi, sustentados por uma plataforma verticalizada (incorporação, construção e vendas), eficiência operacional (margem bruta ajustada acima de 30% por 5,75 anos, redução de custos de ~R$ 264 mi desde 2020) e execução de engenharia padronizada, com 100% das obras no prazo e 95% de aprovação na 1ª inspeção. Esse quadro consolida a virada operacional ancorada na extensão do ciclo para 36 meses e na monetização do pipeline evidenciadas no prévio operacional do 4T25, que registrou monetização robusta, VSO de 52,3% e landbank de R$ 34,6 bi.

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No eixo comercial, a companhia alia capilaridade e digital: em 2024, ~R$ 1,6 bi em vendas foram originadas on-line (~15% do total), com 7,3 mil unidades, 354 mil contatos e 2,0 mi de acessos ao site, enquanto a rede de mais de 4 mil corretores associados respondeu por ~85% das vendas. Na Região Metropolitana de São Paulo, a Plano & Plano reporta market share de 22% em lançamentos e 19% em unidades vendidas no MCMV, com portfólio do MCMV ao médio padrão (foco em renda familiar até R$ 12 mil) e presença em áreas com infraestrutura e eixos de transporte. A previsibilidade decorrente da padronização de obras e da curva de 24–36 meses, somada ao cronograma de amortização bem distribuído (R$ 133 mi em 2026 até R$ 245 mi pós-2031) e à afirmação de caixa suficiente para cobrir amortizações por cinco anos, sustenta a política de retorno — em linha com os dividendos intercalares de R$ 100 milhões aprovados em 29 de dezembro de 2025 — sem comprometer a continuidade do ciclo de construção e repasses.

No relacionamento com o setor público, a estratégia de habitação de interesse social avança com contratações superiores a R$ 1 bi no Pode Entrar (5.547 unidades desde 2023) e novo projeto da CDHU em dez/25 de R$ 56 mi, reforçando presença em São Paulo e a vocação para projetos de alta replicabilidade. Em paralelo, a disciplina de capital e a atenção à governança, destacadas no esclarecimento à CVM sobre negociações de ações em abril de 2025, ajudam a ancorar a confiança do investidor ao lado do rating S&P AA+ (jun/24, reafirmado jul/25). Com curvas de despesas de construção que apontam “ponto de inflexão no 1T25”, a companhia parece entrar na fase de colheita do ciclo: maior reconhecimento de receita à medida que as obras avançam, captura de caixa com repasses e manutenção de margens, consolidando a trajetória iniciada com o ajuste do mix, a expansão do landbank e a verticalização da operação.

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