Nesta terça-feira, 30 de dezembro de 2025, a Plano & Plano (PLPL3) respondeu ao Ofício nº 364/2025/CVM/SEP/GEA-3, que questiona compras de 13.300 e 24.000 ações ordinárias realizadas pelo vice-presidente do Conselho, Efraim Schmuel Horn, nos dias 23 e 25 de abril de 2025 (R$ 150.540 e R$ 278.309), dentro dos 15 dias anteriores à divulgação do 1º ITR/2025. O ITR do trimestre findo em 31 de março de 2025 foi publicado em 08.05.2025; o Conselho o apreciou em 07.05.2025 às 8h e os materiais foram disponibilizados aos conselheiros em 30.04.2025 às 23h42. Horn afirmou não integrar as áreas de elaboração/revisão do ITR e não ter tido acesso a números preliminares ou consolidados antes das negociações. Disse ter atuado de boa-fé, com estratégia de longo prazo, sem alienar as ações até o momento, e sem histórico de penalidades em seus mais de 15 anos no grupo. A manifestação sustenta inexistirem indícios de uso de informação privilegiada e que, mesmo em caso de infração formal ao art. 14 da RCVM 44, a reprovabilidade seria reduzida, cabendo no limite medida de supervisão/orientação, citando voto do Diretor Gustavo Machado Gonzalez. Companhia e executivo colocaram-se à disposição da CVM.
No plano de governança e alocação de capital, o esclarecimento ocorre no mesmo período em que a companhia reforçou disciplina financeira via dividendos intercalares de R$ 100 milhões aprovados em 29 de dezembro de 2025. Em termos de narrativa, o esforço de compliance e a manutenção de diálogo transparente com o regulador ajudam a sustentar a tese de maturidade de ciclo e previsibilidade de caixa. Isso é particularmente relevante em um negócio de incorporação que alterna fases de lançamentos, obras e repasses, no qual a disciplina de capital convive com janelas regulatórias sensíveis como o período que antecede a divulgação de ITRs. Ao mesmo tempo, a agenda operacional da companhia segue ancorada no avanço físico dos projetos e em um pipeline robusto em São Paulo, que destrava reconhecimento de receita e geração de caixa conforme as obras evoluem, em linha com a mudança estratégica para a curva de 36 meses e recorde de lançamentos no 3T25.
Para o investidor, o desfecho regulatório será monitorado, mas, à luz do histórico recente, a estratégia permanece centrada em execução de obras, monetização do pipeline e previsibilidade de caixa. A combinação entre governança ativa, disciplina de capital e o ciclo de 36 meses indica continuidade da trajetória de longo prazo, com foco em eficiência e retorno ao acionista.







