Nesta sexta-feira, 16 de janeiro de 2026, a Smart Fit informou o encerramento do período de preferência em 6 de janeiro, com subscrição de 18.279.548 ações a R$ 19,94 (R$ 364,49 milhões) e apuração de 600.243 sobras. A companhia abriu o período de subscrição de sobras de 19 a 23 de janeiro (na B3, até 22/1). O mínimo de 4.102.228 ações já foi atendido. Cada subscritor terá direito a 0,0328368623 sobra para cada ação subscrita (frações desconsideradas) e poderá solicitar quantidade adicional, com rateio se houver excesso de demanda. Se ainda restarem sobras, não haverá leilão: o aumento será homologado parcial, com cancelamento do remanescente. Direitos podem ser cedidos; a integralização é à vista e a liquidação na B3 ocorre em 30/1. As novas ações serão creditadas até três dias úteis após a homologação pelo Conselho.

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Este movimento dá continuidade à engenharia societária desenhada no fim de 2025 — a combinação de remuneração e reforço de equity — explicitada no JCP robusto e aumento de capital com direito de preferência anunciados em dezembro. Ao permitir o uso do crédito do JCP na subscrição e calibrar o preço com deságio, a companhia estimulou adesão, reduziu o desembolso imediato do investidor e limitou a diluição, preservando indicadores de alavancagem para sustentar a execução em 2026. O tratamento de sobras com rateio, possibilidade de cessão e eventual homologação parcial sem leilão também confere previsibilidade ao cronograma de capitalização, importante para não interromper aberturas e projetos em andamento. A lógica é assegurar funding incremental com mínima fricção operacional, mantendo o foco na expansão, enquanto a governança e a comunicação de etapas — preferência, sobras e homologação — preservam a estabilidade da base acionária.

Na prática, o reforço de capital sustenta a fase de escala com disciplina e o plano de 340–360 aberturas na virada 2025–2026, conforme o guidance de 340–360 aberturas e fase de escala com disciplina apresentados em dezembro de 2025. O desenho de funding suporta densificação de praças, aceleração de ramp-up e equilíbrio entre unidades próprias e franquias, ao mesmo tempo em que preserva a estrutura de capital em um ciclo de investimentos elevado. Além disso, fornece flexibilidade para iniciativas seletivas de M&A e manutenção de capex, enquanto a maturação das academias maduras sustenta margens e gera caixa para complementar a captação. A prova de execução recente — vital para a confiança do mercado na absorção das sobras — veio do recorde de 341 academias abertas em 2025, com expansão trimestral inédita no 4T25 e entrega em linha com o plano, resultado viabilizado por padronização de rollout, clusterização e um pipeline robusto. Assim, o atual aumento de capital funciona como ponte financeira entre a aceleração de 2025 e a continuidade do crescimento em 2026, com menor risco de diluição e maior previsibilidade de caixa.

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