Em 16 de janeiro de 2026, a Brava Energia (BRAV3) anunciou a assinatura, em 15/01, do contrato para adquirir os 50% da PETRONAS no campo de Tartaruga Verde (BM‑C‑36) e no Módulo III de Espadarte, na Bacia de Campos, por US$ 450 milhões. O pagamento prevê US$ 50 milhões na assinatura, US$ 350 milhões no fechamento (com ajustes a partir da data efetiva de 01/07/2025) e duas parcelas de US$ 25 milhões após 12 e 24 meses do closing. Os ativos, operados pela Petrobras (paritária a 50%) via o FPSO Cidade de Campos dos Goytacazes desde 2018, têm 14 poços e concessões até 2039. A companhia enquadra a transação como parte da revisão contínua do portfólio, buscando retorno ajustado ao risco, diversificação e eficiência de capital — continuidade da agenda de reciclagem de capital e disciplina de portfólio reafirmada no fato relevante de 16 de dezembro, quando destacou avaliação permanente de ativos e foco em decisões com racional econômico.
Em 2025, Tartaruga Verde/Espadarte produziram ~55,6 mil boe/d (100% do ativo), majoritariamente óleo, escoado pelo gasoduto de Enchova até Cabiúnas. Considerando a fatia de 50% a ser adquirida, o incremento potencial à plataforma da Brava seria da ordem de ~27,8 mil boe/d (base 2025, pró-forma), adicionando óleo de baixo enxofre da porção sul de Campos e diluindo concentração por ativo. Este movimento conversa com a escalada recente em offshore e tende a amortecer volatilidades típicas de janelas de manutenção, como as vistas no final de 2025, quando a empresa ainda assim reportou produção preliminar de 2025 em 81,3 mil boe/d e recordes em Atlanta e Papa‑Terra. Em termos operacionais, a familiaridade da Brava com Campos (Papa‑Terra) e com ramp-ups pós-intervenção cria terreno para capturar sinergias de eficiência e disponibilidade do FPSO em um cluster que ela já conhece.
O fechamento permanece sujeito às condições precedentes usuais: aprovações do CADE e da ANP e manifestação quanto ao direito de preferência do operador atual (Petrobras). O desembolso de US$ 350 milhões no closing, com ajustes pela data efetiva, preserva o rigor de alocação: a empresa vem reiterando que incrementos de capacidade e volumes são elementos operacionais, não guidance — coerente com a resposta ao Ofício 343/2025 da CVM que separou capacidade operacional de guidance. Assim, a aquisição consolida a estratégia iniciada de fortalecer o portfólio offshore com foco em retorno e disciplina regulatória, mantendo a comunicação ancorada em execução e marcos de aprovação, e preparando um 2026 de integração de ativos sob governança e capital bem calibrados.







